O empresário Cristian Resende, da multimarcas Cartel 011, entre looks de Helen Rödel (à esq.), AP 401 por Lucas Barros (atrás) e Gabriela Sakate - Foto: Nicole Fialdini/Harper's Bazaar
O empresário Cristian Resende, da multimarcas Cartel 011, entre looks de Helen Rödel (à esq.), AP 401 por Lucas Barros (atrás) e Gabriela Sakate – Foto: Nicole Fialdini/Harper’s Bazaar

Enquanto, por um lado, fazem barulho os apelos da moda nacional, em declarada crise criativa, estrutural e financeira, sopra de outro um silencioso vento de renovação, vindo de nomes poucos conhecidos do grande público, mas que souberam entender seu tempo para construir uma promissora história. Inclusive fora do Brasil.

Gabriela Sakate, Helen Rödel, Lucas Barros, Renan Serrano e Svetlana, entre outros, fazem parte de um grupo que não liga para desfiles, dá de ombros para estações e gêneros, mas, impulsionado pelo alcance do mundo virtual e por privilegiar um design global – apesar de 100% made in Brazil –, tem potencial para ir além de gerações anteriores, que não se beneficiaram desse cenário.

Experts em vídeo e internet, principal canal de comunicação e vendas, eles têm, no plano físico, a multimarcas e hub de negócios Cartel 011, em São Paulo, como principal plataforma e porta-voz. Sob o comando de Cristian Resende, o espaço, que abriga, além da loja, galeria de arte, restaurante, cabeleireiro, um bar e mesas de coworking, abraçou o movimento, que pode ser comparado ao que acontece em países como Dinamarca e Suécia – e que é destaque na edição de outubro da Harper’s Bazaar, que já está nas bancas.

Com entrevista do nosso colaborador Remi Kuzniewski, conheça um pouco mais dos trabalhos de Helen Rödel e Gabriela Sakate:

Helen Rödel fez faculdade de Letras e Publicidade antes de largar tudo pela moda. “Fiz todos os cursos de moda que existiam em Porto Alegre, cidade em que vivo, até sentir saudades do meio acadêmico e voltar para a faculdade. Estou concluindo Design de Moda na UniRitter Laureate International Universities”, conta.

“Comecei minha trajetória como estilista criando roupas em malha retilínea (tricô à máquina). Falo do crochê e do tricô manuais, que sempre foram um elo entre minha mãe e eu. Ela sempre fez artesanato com as duas técnicas e aprendi com ela. Quando criei minha primeira peça em crochê, entendi qual seria meu caminho”, revela a estilista.

Helen trabalha com Guilherme Thofehrn, seu marido e sócio. Três palavras sobre a sua coleção? “Quatro, por favor! Tricô, crochê, cor e alma.”

Gabriela Sakate estudou na instituição de ensino ESMOD, em Paris, e atualmente reside em Londres. Ela define sua mais recente coleção em três palavras: minimalismo, alfaiataria e feminina.

“Sempre tive a impressão que na Europa os estilistas são supervalorizados pelo design do produto. A preocupação com os acabamentos, em desenvolver um tecido ou técnicas diferentes. Isso é um ponto que lá fora as pessoas observam mais”, pontua.