A joalheira Tessa Packard - Foto:reprodução/Harper's Bazaar
A joalheira Tessa Packard – Foto:reprodução/Harper’s Bazaar

Por Vívian Sotocórno

É outubro, Tessa se casou há poucos dias e, apesar de a resposta automática de seu e-mail dizer “Estou em lua-de-mel! Não espere nenhum reply. Tampouco trouxe meu celular comigo”, seu retorno ao convite de Harper’s Bazaar é praticamente instantâneo. Natural: a atual talk of the town da nova geração de joalheiros londrinos tem sangue brasileiro correndo nas veias – e, apesar de já ter suas peças exibidas em diversas revistas inglesas desde o lançamento da marca homônima, esta seria sua primeira entrevista para um publicação por aqui. “O Brasil é lar de vários artistas que admiro, como Lygia Clark e Ernesto Neto. Pontos de inspiração extremamente importantes para minhas joias”, conta.

Tessa é filha de mãe brasileira e pai inglês, mas era um terceiro país que estava na cabeça da joalheira para a criação de sua primeira coleção, menos de um ano atrás: o México. As peças foram inspiradas na arquitetura dos antigos templos no país. Safiras, ágatas, citrinos e águas-marinhas, decoram anéis, pulseiras e abotoaduras – todos já à venda em seu endereço online. O resultado tem pegada étnica, mas extremamente sofisticada.

Embora seja sua primeira incursão pelo universo das joias – os quatro anos anteriores foram dedicados ao mercado de arte, como gallery girl na londrina Dickinson –, a carioca já prende a atenção por uma veia de empresária nata. Simultaneamente ao lançamento da marca, colocou também no mercado uma segunda linha, a Tessa by Tessa Packard. A estética é a mesma, mas mudam os materiais. Prata banhada a ouro e quartzo garantem preços acessíveis. “Vi uma lacuna para joias interessantes por preços melhores. Estou feliz em dizer que a linha vem funcionando incrivelmente bem.”

Apaixonada por caipirinhas e feijoada, Tessa nasceu no Rio de Janeiro, 28 anos atrás, filha de uma ex-professora paulista e de um banqueiro radicado por aqui. Apesar de viver há mais de duas décadas em Londres, para onde a família se mudou por causa do trabalho do pai, a ligação com o país segue fortíssima. “Passei todas as férias da minha vida no Brasil. Adoro o interior de São Paulo, o Rio, a Bahia, a Amazônia… Até hoje visito São Paulo uma ou duas vezes por ano – o que não é, nem de longe, tanto quanto gostaria. Meu plano agora é, quando o trabalho permitir, trazer meu marido para conhecer o País.” See you soon!