Desfile da Balmain e Tom Ford - Foto: Ag. Fotosite
Desfile da Balmain e Tom Ford – Foto: Ag. Fotosite

Por Ligia Carvalhosa

Esqueça qualquer referência minimalista. O retorno dos anos 1980 trouxe de volta à moda os excessos que permeiam não só as roupas, mas as joias e bijoux da estação. É assim que combinações cromáticas pouco prováveis, tamanhos exageradíssimos e volumes extravagantes se tornam premissas básicas para os brincos deste inverno internacional – com efeito decorativo suficiente para transformá-los em protagonistas da produção.

No desfile de referências vitorianas e bastante teatral de Tom Ford, por exemplo, eles ganham efeito cascata e chegam aos ombros. Na Balmain, maxipedras negras com base de ouro pendiam dos lóbulos das modelos, enquanto Phoebe Philo desenhou maxipeças franjadas para a Céline. Na Marni, a estética é mais limpa, mas não menos vistosa, com cristais, ônix e fios de metal.

Desfiles da Lanvin e Marni - Foto: Ag. Fotosite
Desfiles da Lanvin e Marni – Foto: Ag. Fotosite

Na alta-costura, onde opulência é nada além do esperado, GiambattistaValli criou brincos gigantes bordados de flores, Alexandre Vauthier apostou em plumas maxicoloridas e Jean Paul Gaultier sugeriu ear cuffs dourados, que acompanham a linha do pescoço.

Dando fôlego à tendência – e provando sua sobrevida para muitas temporadas –, Carolina Herrera, Tory Burch e Oscar de la Renta propõem para o verão 2016 versões máxi, de formas orgânicas e cores extravagantes. O segredo, na hora de usar no dia a dia, é começar a se vestir justamente pelo brinco. Para compor, peças neutras e cabelos presos garantem destaque total ao pendente.

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