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Cabeça feita: chapéus são os acessórios mais quentes da temporada

Bazaar indica o caminho certo para adotar a tendência

by elav
Michelli provensi usa chapéu Giuliana Romanno e casaco Burberry; Macacão FIT, chapéu Giuliana Romanno e botas Glória Coelho - Fotos: Fotos Renata Chede e styling de Alexandra Benenti

Michelli provensi usa chapéu Giuliana Romanno e casaco Burberry; Macacão FIT, chapéu Giuliana Romanno e botas Glória Coelho – Fotos: Fotos Renata Chede e styling de Alexandra Benenti

Por Ligia Carvalhosa

Nesta estação, o acessório que vai fazer a cabeça de muita gente encontra certa resistência entre as brasileiras, que observam a peça com ressalva. Ainda assim, Bazaar atesta seu potencial chic e advoga a favor de mais ousadia. Trata-se do chapéu de feltro, modelo que vai além dos panamás que circulam pelas areias do País e é arremate perfeito para a profusão de vestidos boho, camurças, peças de alfaiataria e calças flare, que ganham força na moda da vez. Vide os apresentados por algumas das marcas mais cool de São Paulo: Lilly Sarti e Giuliana Romanno. “Eles fazem parte do jogo sutil de sedução de uma mulher que observa sem ser vista”, explica Giuliana, que procurou a Worth & Worth, renomada chapelaria de Nova York, para confeccionar os modelos invernais de abas amplas e estrutura levemente floppy.

Presença certa na produção de moças de estilo e figuras do street style, como Elena Perminova e Erica Pelosine, o chapéu pede senso estético apurado e (muita) atitude. “É como um salto, dá postura e pode transformar uma roupa casual em um superlook”, sugere Sara Kawasaki, estilista da NK Store, multimarcas que vende as peças da Maison Michel, grife francesa fundada nos anos 1930 e atualmente sob comando da Chanel. “Mas, como qualquer roupa, é preciso procurar pela peça que vista à perfeição. Por estar muito perto do rosto, é como uma máscara e pode facilmente passar uma imagem caricata”, completa Sara.

Desfiles Giuliana Romanno, Lilly Sarty e Victor Dzenk - Fotos: Agência Fotosite

Desfiles Giuliana Romanno, Lilly Sarty e Victor Dzenk – Fotos: Agência Fotosite

“É como uma segunda pele, uma extensão do corpo, precisa ter bom caimento”, defende Michelli Provensi, modelo que estampa estas páginas e há tempos transcendeu as passarelas com seu estilo e bom humor. “No Brasil, ainda existe um certo preconceito fora do ambiente de moda.As pessoas olham de maneira duvidosa. O acessório ainda não é tão difundido por aqui quanto nas ruas de Paris ou Londres”, emenda Michelli.

Natural. Afinal, chapéus imprimem maior elaboração visual e, não por acaso,circulam mais livres por ruas que carregam história de moda mais extensa. Porém, é questão de tempo e exercício. Com os anos 1970 entre as principais referências do momento, é bem provável que o cenário mude. Não são poucas as marcas que vêm investindo na peça. Pense em Saint Laurent, Gucci e Céline. Fora das passarelas, ícones de estilo mais próximos da realidade também contribuem para a maior aceitação do item em questão.

Mas, se os chapéus ainda passam imagem muito fashionista para você, aposte em peças em tons neutros e modelagens clássicas. Bem como a proposta urbana que ilustra estas páginas – com perfume 70’s, como pede o mood do momento.