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Caio Vinicius faz joias que são a cara do Carnaval

Conheça a coleção exuberante do designer brasileiro

by Silvana Holzmeister
Foto: Divulgação

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Há 200 milhões de ano, a Terra abrigava um supercontinente, o Pangeia, que depois se fragmentou formando o mapa que conhecemos hoje. Foi batizando a nova coleção com o nome dessa fase que o designer Caio Vinicius levou para as joias referências à natureza envoltas em uma atmosfera mística e, ao mesmo tempo, extravagante.

Unidade e ruptura são caminhos que se entrelaçam nas 45 peças ultracoloridas, que ele lança este mês, já em clima de Carnaval. Natural do Recife, radicado em São Paulo e nômade por vocação – ele está sempre passando temporadas em outros estados ou países em busca de inspiração –, Caio é conhecido por anexar às criações a alegria da folia pernambucana, principalmente nas que são lançadas, anualmente, antes das festividades de Momo.

“Meu repertório tem a ver com o folclore e a elegância tropical da minha cidade”, diz. Foi o que ajudou a torná-lo referência entre celebridades. Anitta está sempre fazendo encomendas, como a coroa de flores douradas que usa no clipe de “Medicina”. Rita Ora, Preta Gil, Claudia Leitte, Sabrina Sato e Juliana Paes também são clientes. “São pedidos especiais, que desenvolvo a partir de algo em que estou trabalhando”, conta.

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Conectada ao showbiz e perfeita para brilhar no carnaval, a nova coleção traz joias arrojadas e corporais, a exemplo do top no formato de seios, do colar-cinto multicolorido e das handcuffs com pegada sacerdotal. Uma atmosfera hippie chique dá o tom, reforçada por elementos como cobras, sol, lua e gravetos. “São imagens que podem representar a expansão da consciência ou entidades como Oxumaré”, afirma o designer, que não se considera um místico. “Mas acredito que as joias são verdadeiros escudos protetores e que as pedras irradiam energia e poder.”

Moldadas em prata e latão cobertos com uma camada de ouro 18 quilates, as peças são feitas à mão por uma equipe de cinco ourives, na oficina localizada no interior paulistano. Apesar da importância do metal, são as pedras que acentuam o deslumbre e a preciosidade. “Em Pangeia, é o resultado de um estudo amplo”, explica Caio, que adora contar histórias por meio de suas coleções.

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A variedade de opalas dá a dimensão da vasta cartela de gemas. “As mexicanas parecem ter fogo no centro, enquanto as australianas têm ‘explosões de cores’. A nossa, do Piauí, é a mais suave, e a da Etiópia, alaranjada.” Ao lado delas estão ametistas, citrinos e azuritas, quartzos e águas-marinhas, entre várias outras.

“Pela primeira vez fiz anéis com até sete pedras”, diz ele, que alternou tamanhos e lapidações para chegar ao formato de pequenas esculturas vestíveis. Boa parte delas está nas vitrines da Lool, em São Paulo, da Bossa Concept, em Miami, e de outros três endereços no México, além do site.

Caio conta que foi vendo a mãe fazer bijuterias, ainda criança, que se encantou pelos adornos. Aos 11 anos, venceu um concurso e não parou mais. Mudar para São Paulo, há uma década, fez toda a diferença. Além dos muitos trabalhos para celebridades, já fez cerca de 50 collabs com outras marcas, como Helô Rocha e Patrícia Bonaldi. Para 2019, joga para o universo o desejo de realizar projetos ambiciosos. E, por que não, celebrar?

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