Foto: reprodução/Instagram
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por Eduardo Rolo

Com sucesso na televisão, cinema e em campanhas de moda, as mulheres plus size mostram que estão conquistando cada vez mais espaço na mídia tradicional. O melhor de tudo: sem ceder aos padrões irreais da indústria. Por exemplo, Melissa McCarthy e Adele desfilam looks que antes eram considerados tabu. Na internet, influencers como a cantora americana Dounia Tazi, com seus 93 mil de seguidores no Instagram, injetam ares de positividade corporal nos feeds da nova geração. “Quando parei de me importar com rótulos, eu comecei a realmente fazer experimentos com meu estilo”, disse ela em entrevista à Bazaar.

Com combinações e truques de styling ousados, ela já garantiu o cargo de porta-voz da marca Forever 21 Plus, linha da gigante de fast-fashion dedicada ao público plus size. “Eu sempre fui excêntrica na minha escolha de roupa, nunca gostei de me encaixar em um molde”, revela sobre sua abordagem quando o assunto é moda. “Mas, mesmo assim, sempre tive medo de usar roupas que evidenciassem a minha barriga. Eu era tão preocupada com a ilusão do estômago reto que isso me impedia de usar qualquer coisa que não fosse cintura alta ou cobrisse a região”, confessa. “Quando eu percebi que meu corpo não era uma ilusão que eu tinha que manter, minhas roupas se tornaram muito mais eu”, confessa. “Eu me rebelei contra a minha personalidade auto-depreciativa e foi um alívio imenso”, complementa.

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“Muitas de nós se preocupam demais em esconder o corpo, o que diminui a nossa criatividade na hora de criar um guarda-roupa. Seu corpo não é um fardo ou o problema”, diz Tazi. “Leis como ‘gordinhas só podem usar cores sólidas e sapatos abertos’ não podem representar a pluralidade da vida, dos acontecimentos, das emoções, das variações de personalidade e temperamento de cada pessoas”, comenta a consultora de estilo especialista em moda para plus size Manu Carvalho.

“Antigamente, as lojas para tamanhos grandes só fabricavam roupas escuras, com tabelas de cores conservadoras e limitadas aos tons pretos, marinhos, cinzas, vinhos e marrons. E sem contar que tinham zero informação de moda em termos de modelagens, ideias e estampas”, diz Manu. “Temos um nicho que necessita atenção, a demanda é real”, complementa.  Sobre a indústria, Dounia revela: “Por mais progressiva que a indústria aparente ser, sempre tem aquelas inevitáveis micro agressões. O preconceito que enfrento, sendo uma garota grande, só enfatiza o porquê de eu estar fazendo o que faço.”

“O melhor conselho que eu dou é: seja inconsequente! Mantenha o foco naquilo que te faz se sentir bem, e não no que os outros têm a dizer”, diz a cantora sobre as leis que regem o estilo plus size.

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