Por Sylvain Justum

O inverno de Andrea Marques é etéreo, apresentado em clima de passeio na floresta, em caminho de terra, mas pronto para enfrentar o asfalto. Como de costume, a estilista acerta a mão no ladylike, universo do qual se apropriou e que desenvolve com maestria.

O duelo entre fluidez e rigidez que marca a temporada carioca ganha aqui um round de respeito, com pontos sendo marcados de ambos os lados. Em resposta ao longo vestido esvoaçante do primeiro look, branco e com estampa de flor hiper realista, entra Aline Weber com top e calça minimalistas, de linhas retas num verde floresta muito do chic.

O bloco dos prints de pele de cobra é leve, fluido, com pitadas de alfaiataria, que pipoca em blazers delicados, de shape masculino, no desenrolar do desfile. Mesmo nas ideias mais austeras, como nos ótimos macacões, o toque mulherzinha está lá, nos lações do pescoço ou no poderoso escarpin com biqueira de metal. O de Marcelle Bittar é um bom exemplo.

Nos momentos mais soltos, multiplicam-se os prints florais. Nas peças lisas, são preciosos os plissados conseguidos na seda, como no top salmão de ombros estruturados combinado com short ou em detalhes dos vestidos. Comprimento este que se reveza com os mais curtos, durante toda a caminhada. Você pode usar um para momentos desencanados no campo e outro em situações mais alinhadas na cidade.

MELHOR LOOK: O cobra total do blazer folgado sobre vestido longo do mesmo print

ACESSÓRIO: Escarpin roxo com biqueira de metal dourado e fivelinha no tornozelo

BELEZA: Clean e chic, cara limpa com cabelos presos atrás em dois minicoques