Clô Orozco - Foto: Harper's Bazaar-Reprodução
Clô Orozco – Foto: Harper’s Bazaar-Reprodução

A estilista Clô Orozco, fundadora da Huis Clos e Maria Garcia, morreu no início da manhã desta quinta-feira (28.03). Seu corpo foi encontrado em frente ao prédio onde morava, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte da estilista.

Aos 63 anos de idade, Clô não só era reconhecida por criar roupas delicadas e elegantes, sempre com pegada urbana sofisticada, mas também considerada uma das mulheres mais chiques, cultas e talentosas da moda brasileira. O nome da marca, fundada nos anos 1970, veio de uma peça de Jean-Paul Sartre, escrita em 1943, em que três personagens discutem sobre questões existencialistas. Em português, o título da obra quer dizer “entre quatro paredes”.

Enquanto amigos e colegas acompanham o trabalho da perícia no local, outros manifestam tristeza através das redes sociais. “Dia muito, muito triste”, escreveu a editora do portal FFW, Camila Yahn, em sua página do Facebook.

“Meu coração está pequeninho, eu já não tinha mas tanto contato, mas ela foi uma das pessoas mais importantes da minha vida, nos encontramos em 1983 eu ainda trabalhava na Revista Manequin, e em 1984 eu fui convidado por ela para fazer parte do team da Huis Clos, fiquei lá até 1986. Foram anos intensos de aprendizado e de amizade, foi lá que conheci outras pessoas que seriam vitais para o meu futuro, ela foi minha mestra, minha guia, sua elegância, seu senso de estilo e seu amor a moda sempre me contagiaram, vou sentir saudades, vou me recordar de nossas idas ao Anne Future, das idas a sua chácara, do boa noite Elizabeth, boa noite John Bob…..que era como nos despedíamos antes de dormir……Você vai fazer falta Clô neste mundo cada vez mais deselegante! Obrigado por tudo o que você me ensinou! Kisses.”, escreveu o estilista Walter Rodrigues em sua página no Facebook.

“Falei com ela na terça. Queríamos fazer uma grande materia com ela. Ela me pediu para falarmos ‘depois de quinta’. Mundo cruel esse nosso. Clô estava se sentindo esquecida. Nunca será”, conta Maria Prata, diretora de redação da Bazaar Brasil.

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