Camila Espinosa veste saia, escarpins e brincos Dior; e t-shirt, R$ 225, Andrea Bogosian - Foto: André Brandão/ Harper's Bazaar
Camila Espinosa veste saia, escarpins e brincos Dior; e t-shirt, R$ 225, Andrea Bogosian – Foto: André Brandão/ Harper’s Bazaar

Por Vívian Sotocórno

T-SHIRT + SAIA ARQUITETÔNICA – Superdiscreta no dia a dia, Camila Espinosa encara os momentos de festa como a hora de ousar um pouco mais. É nessas ocasiões que a empresária abusa de costas decotadas, vestidos cortados no viés e curtos de impacto, de preferência da amiga Cris Barros. “Prefiro investir em peças coringas, que não fiquem datadas e eu possa vestir mais de uma vez”, conta. A saia arquitetônica da Dior usada na foto foi paixão à primeira vista. Acompanhada de t-shirt básica, ela encara a festa de maneira despretensiosa. Apesar de saber exatamente quais peças statement comprar para agradar às clientes do E-closet – e-commerce que comanda ao lado de Giovanna Lemes Motta –, Camila faz a linha básica na hora de se vestir: prefere cores neutras e modelagens clássicas. Da época de modelo, guarda todos os truques para cuidar do próprio cabelo e do make na hora de sair. “Não sou de passar horas no salão”, conta ela, que, mãe de uma menina de 5 anos, ultimamente tem trocado festas de arromba por aniversários infantis e jantares na companhia dos amigos.

Carol Patriarcha veste macacão, R$ 11.180, Valentino; sandálias,R$ 3.500, Jimmy Choo; e brincos Dior - Foto: André Brandão/ Harper's Bazaar
Carol Patriarcha veste macacão, R$ 11.180, Valentino; sandálias,R$ 3.500, Jimmy Choo;e brincos Dior – Foto: André Brandão/ Harper’s Bazaar

MACACÃO – Gerente de marketing da Adriana Degreas, Carol Patriarcha é adepta de um estilo descomplicado, que vale também na hora da festa. O macacão, em versão deluxe, tem sido sua opção recorrente. Sete anos atrás, quando morava em Nova York, comprou o primeiro modelo, um rosa, da Topshop, para o dia a dia, que guarda até hoje. “Tenho alma vintage, amo o espírito dos anos 1960 e 1970. Algumas das mulheres que são ícones de estilo para mim, como Loulou de la Falaise, Carmen Mayrink Veiga e Dalida, usaram muito jumpsuit”, conta. Em seu guarda-roupa, a peça em versão fast-fashion mistura-se a modelos Valentino, Gloria Coelho, Osklen e, claro, Adriana Degreas. “Hoje existem boas versões em várias marcas bacanas; antes eu só encontrava em brechós.” Entre as antiguidades que ainda recheiam seu closet está um modelo preto de seda, sem mangas, comprado há três anos em um brechó de Londres e usado, com pulseiras de acrílico coloridas, no black tie que comemorou as bodas de ouro de seus avós. “O macacão é prático e superconfortável. Uso com bijoux vintage, make levinho e cabelo bagunçado. É um coringa.”

Camila Schnarndorf veste body, vestido usado como saia e sandálias Paula Raia; brincos,R$ 1.400, e pulseira (no braço dir.), R$ 6 mil, ambos Bottega Veneta; pulseira (no braço esq.) de seu acervo pessoal  - Foto: André Brandão/ Harper's Bazaar
Camila Schnarndorf veste body, vestido usado como saia e sandálias Paula Raia; brincos, R$ 1.400, e pulseira (no braço dir.),
R$ 6 mil, ambos Bottega Veneta; pulseira (no braço esq.) de seu acervo pessoal – Foto: André Brandão/ Harper’s Bazaar

BODY RECORTADO + SAIA LONGA – Estou tão viciada nesse look que, ultimamente, uso em praticamente todas as festas”, conta Camila Schnarndorf. Festeira das boas (“tenho rodas nos pés, pode me chamar para a pista de dança!”), a carioca radicada em São Paulo gosta mesmo é de explorar shapes e texturas. “Vestidos curtos, bordados óbvios ou decotes tomara-que-caia não têm nada a ver comigo. Prefiro peças ricas em informações, que brinquem com diferentes materiais, transparências e recortes.” Há quatros anos na equipe de criação de Paula Raia (somados os anos como vendedora da Raia de Goeye, já são nove ao lado da estilista), Camila coleciona vestidos da criadora desde o início da marca, incluindo modelos sob medida. Apesar de adorar passar horas se arrumando, a carioca não é do tipo que começa a cuidar do look tão logo o convite chega – tanto que, com o próprio casamento marcado para o ano que vem, jura que ainda nem pensa no vestido. “Sempre aparecem coisas novas e minhas vontades mudam. Já tenho o noivo e a estilista. O modelo do vestido é o de menos”, brinca.

Fabiana Pastore usa caftã, R$ 10.980, Emilio Pucci; e joia na cabeça de seu acervo pessoal - Foto: André Brandão/ Harper's Bazaar
Fabiana Pastore usa caftã, R$ 10.980, Emilio Pucci; e joia na cabeça de seu acervo pessoal – Foto: André Brandão/ Harper’s Bazaar

CAFTÃ – “Essa produção corporate não combina com você”, ouviu, certa vez, Fabi Pastore do amigo promoter Beto Pacheco, sobre seu look de jeans e camisa. Pudera, a responsável pela revista do shopping Cidade Jardim tem a alma superétnica, do tipo que consegue garimpar peças do gênero dentro das grandes marcas – fazem parte de seu closet, por exemplo, uma bolsa Givenchy com a alça estampada e um casaco Alexander McQueen de patchwork – ou em feiras hippies. Foram as recentes viagens à Índia as responsáveis por introduzir de vez os caftãs no closet festivo de Fabi. “Já tinha vários de algodão, para o dia a dia. Lá descobri modelos bordados, com tecidos incríveis, superfesteiros. Hoje, quando viajo, costumo trazer na mala, mesmo sem ter ocasiões em vista para usá-los. No Brasil, encontro modelos incríveis na Pucci”, conta. Um de seus queridinhos, um indiano amarelo completamente bordado, esperou três anos para sair do guarda-roupa – a estreia aconteceu em grande estilo, na festa de aniversário de 40 anos de Ana Raia. Fabi costuma caprichar nos acessórios – com direito a brincões e maxicolar, se o evento permitir – e muitas joias na cabeça, em penteados elaborados por seu fiel escudeiro, o cabeleireiro Rosman Braz. “Agora, estou obcecada por turbantes. Em outubro, quando estava em Paris para a semana de moda, vi uma árabe com um turbante incrível. Não resisti em abordá-la e perguntar de onde era! Vinha de Dubai.”

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