Anita Klein e Beatriz Werebe - Foto: Divulgação
Anita Klein e Beatriz Werebe – Foto: Divulgação

Duas portas robustas e vários andares separam a concept store Beatriz Werebe da movimentada rua Oscar Freire, em São Paulo. Entretanto, de lá, Beatriz e a sócia, Anita Klein, comandam uma joalheria com as janelas abertas para o mundo, usando a velocidade e a informalidade das redes sociais como aliadas.

O formato contrasta com a postura old fashion que moldou o setor ao longo de décadas. E mais: são mulheres dialogando, na maior parte das vendas, com outras mulheres, daqui ou do exterior. Pessoalidade e empoderamento feminino são mantras.

Decorado em tons de azul pela arquiteta Zize Zink, tudo nesse espaço exala ousadia e descontração, começando pelo bom humor e faixa etária jovem das proprietárias e staff.

Nas vitrines dispostas ao redor de confortáveis sofás, onde as clientes que querem ver as joias de perto passam horas em animados bate-papos, cerca de 20 marcas garimpadas em vários países têm em comum a irreverência e a assinatura de designers donos de consistente processo de criação e produção inteiramente in house.

Essa dinâmica exige da dupla olhar antenado para apostar em nomes desconhecidos, mas com potencial de sucesso. É o caso da norte-americana Suzanne Kalan, que trouxeram para o País em 2011, quando suas joias repletas de minibaguetes ainda não haviam encantado nomes como Lady Gaga e Rihanna.

“Hoje, suas peças são best-sellers no Net-A-Porter”, ressalta Beatriz. A coleção mais famosa, a colorida “Fireworks”, conquistou há dois anos o prêmio Best Everyday Jewellery na Middle East Jewellery of the Year Awards e é uma das mais requisitadas na concept store.

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Emojis nas pulseiras Aspery & Guldag e anel Retrouvaí - Foto: Divulgação
Emojis nas pulseiras Aspery & Guldag e anel Retrouvaí – Foto: Divulgação

Para cada marca, as empresárias dedicam um trabalho minucioso de informação e divulgação. Algumas porque o design está acima de quilates, caso da Lito, da Grécia, e seus olhos gregos ultrarrealistas, enquanto outras transgridem clássicos diamantes ao levá-los para peças fashionistas, a exemplo da Yeprem, de Beirute.

Entre as novas aquisições estão as divertidas Aspery & Guldag – de origem turca e baseada em Los Angeles -, Retrouvaí, também de LA; e a francesa Gigi Clozeau. Além de serem perfeitas para o dia a dia, têm um quê de talismã. “Ainda temos uma marca própria, com seleção nossa de pedras e montagens, resultado de uma compilação do que apostamos como tendência”, explica Beatriz, cujo senso estético apurado vem de berço, herdado da bisavó Rosa de Libman – mais conhecida como Madame Rosita, ela fez fama entre os anos 1930 e 1940, em São Paulo, e chegou a ser membro da Chambre Sindicale de la Haute Couture Française.

A coletânea preciosa já captou a atenção de uma turma antenada, mais preocupada com achados irresistíveis do que com itens massificados que denunciam, de cara, a origem. É filosofia que conduz o projeto desde o início, há sete anos, e que traduz a visão particular das sócias, ambas com currículo moldado em anos de atuação em joalherias como H.Stern e Tiffany.

Beatriz agregou, ainda, o cuidado com detalhes e a preocupação com as pessoas adquiridos na hotelaria premium. Do esmero com a embalagem ao cardápio de chás, por exemplo, há o cuidado de chamar a cliente pelo nome e nunca deixá-la esperando feedback. Afinal, detalhes fazem toda a diferença, mesmo flertando com a rapidez da internet.

Beatriz Werebe: Tel. (11) 3061-2744

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