Amanda veste vestido Plein Sud e brincos ESHVI - Foto: Reprodução
Amanda veste vestido Plein Sud e brincos ESHVI – Foto: Reprodução

Por Paula Rita Saddy

A marca é tão francesa que sua história é, praticamente, patrimônio cultural daquele país. Mas o corpo no qual suas roupas são moldadas é brasileiro. O nome dela é Amanda Sanchez, figura ainda pouco incensada na mídia, mas com uma profissão dos sonhos.
Desde 2001, essa paulista é a manequim de prova oficial da Chanel. Ou seja, é em seu corpo que Karl Lagerfeld idealiza todas as coleções que assina para a maison: ele encontrou em suas proporções perfeitas (80 de busto, 59 de cintura e 89 de quadril) correspondência ideal com seus croquis.
“No começo, as modelistas estranharam, pois não tenho o corpo de manequim de cabine, e, sim, de modelo de desfile. Sou mais magra e tenho menos busto”, explica à Bazaar, em seu apartamento de Paris. Mas seus traços exóticos, mistura da ascendência espanhola e mexicana, possuem ligação direta com os códigos da maison: uma beleza forte e andrógina que lembra outras musas da marca, como Caroline de Maigret, Saskia de Brauw e Freja Beha.
Só que Amanda, 35 anos, é uma musa às avessas: low profile e discreta.“Não vivo sob os holofotes, mas tenho o privilégio de ter uma vida tranquila,o que é um luxo.”Desde o primeiro teste, Paris virou sua cidade e a Chanel, sua segunda casa – como sempre afirma em seu Instagram (@amanda- sanchez), com a hashtag #secondhome e a famosa escadaria espelhada ao fundo.
A estabilidade deu a Amanda uma rotina quase impensável na vida de uma modelo.“Entrei na moda pois queria viajar o mundo, o que fiz bastante, mas, agora, a rotina é importante para que eu consiga me programar para cuidar do meu filho, hoje com 9 anos.”
Ao contrário da maioria das manequins de prova, que são anônimas, Amanda também participa dos desfiles da marca. Mesmo sem posição de destaque, abrindo ou fe- chando a passarela, ela foi a modelo que mais desfilou para a Chanel desde 2000.
“A equipe da Chanel é muito unida, somos como uma família. Claro que nada dura sem esforço, motivação e profissionalismo.
Já são 15 anos acompanhando as coleções, aprendi muita coisa nesse tempo: desde o primeiro croqui do Karl até as reuniões de comercialização, quando a peça é aperfeiçoada antes de chegar às lojas. A Chanel é a minha escola, mas ainda tenho muito o que aprender. É isso que me motiva a continuar”, diz. E para o futuro? “Penso sempre no agora e acredito na minha estrela. Por ora, estou concentrada na próxima coleção de prêt-à- porter da Chanel, que será lançada no começo de outubro. Vai serincrível!” Disso não temos dúvida.

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