Foto: Márcia Fasoli

Por Sylvain Justum

Luxo e riqueza marcaram o primeiro desfile da carreira da mineira Patricia Bonaldi. O début acontece em momento especial, já que, aos dez anos de carreira, a moça já vende em 20 países e ganhou recentemente um corner na seletíssima loja de departamentos inglesa Harrod’s.

Nada mais apropriado, portanto, do que realizar a apresentação – off schedule oficial da temporada – nos imponentes salões do Copacabana Palace. Patricia dividiu o desfile em duas partes: a primeira para sua linha Pat Bo, um prêt-à-porter de luxo para Balmain nenhuma botar defeito, e, a segunda, para a porção festa, batizada com seu nome.

Muito brilho, bordados, cristais, pérolas e transparências, num exagero de moda que impressiona pela maturidade e acabamento das propostas.

Na Pat Bo, os shapes são mais urbanos, junto ao corpo e com pernas à mostra, deixando costas e busto como foco velado pelo tule e pelo chiffon de seda. São impecáveis as camisas fluidas com bordados localizados.

Decorações que, mesmo flertando com o over, não ultrapassam a fronteira do bom gosto. Grafismos étnicos e franjas western conversam (e se entendem) nos looks meio saloon, para melindrosas festeiras, que chegam a arriscar cartela fluo para quebrar a peruagem.

É extremamente delicado o bloco de “bailarinas” chic, com tops ultra decorados e saias evasês de camadas de tule. Na Patricia Bonaldi, a festa é mais madura. Sempre bem enfeitada, aposta nos longos e nas rendas, de todas as cores, com ombros marcados, delicadamente estruturados, para salpicar informação de moda em meio à pompa toda. Poderosa.

O clima: Festa poderosa, para a nata do jet set internacional

O melhor look: O de top ultra decorado com pérolas e saia de tule preta

O acessório: A bolsinha a tiracolo oval, em verde limão, coberta de spikes metalizados