Foto: Divulgação
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Há dois anos e meio, o designer e artesão Gustavo Silvestre, embaixador da marca Círculo S/A, especialista em crochê criativo experimental e moda sustentável, ensina detentos da Penitenciária Desembargador Adriano Marrey, em Garulhos (SP). Desde então, mais de 100 alunos aprenderam técnicas de crochê, em duas aulas semanais, em doze horas, quando eles se reúnem em uma sala para crochetar artigos para decoração, vestuário ou aproveitam para deixar a imaginação fluir e criar suas próprias artes.

Um dos resultados deste projeto vai ser exposto em um desfile programado para o dia 21 de abril, no São Paulo Fashion Week. Serão mais de 30 looks diferentes, com peças confeccionadas em crochê pelos alunos do projeto e que depois ficarão expostas no Museu da Resistência dentro da Estação Pinacoteca, em São Paulo.

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Para a coleção do SPFW, os alunos ficaram nove meses trabalhando no desenvolvimento das peças, como blusas, vestidos, camisetas, estampas, calças, acessórios e outros. “Estamos sempre em busca da utilização do artesanato como uma forma de expressão, de aprendizagem, de terapia e como uma fonte de renda para muitas famílias. Apoiamos diversos projetos sociais pelo Brasil e este é mais um que acreditamos que pode fazer a diferença para os participantes”, explica o diretor de Marketing da Círculo S.A., Osni de Oliveira Junior.

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Para Gustavo, esta parceria é importante para abrir espaço e possibilidades para o futuro do projeto Ponto Firme. “A transformação social só acontece com ajuda mútua, e a contribuição da Círculo S/A abre novas perspectivas para essa e outras iniciativas”, pontua. As aulas do projeto Ponto Firme são realizadas às segundas e quartas-feiras, com três horas pela manhã, intervalo para o almoço, e mais três horas à tarde.

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A turma de 30 alunos aprende com Gustavo a confeccionar tapeçarias, toalhas, redes, almofadas, amigurumi, roupas, acessórios, jóias e o que mais a criatividade permitir. Ao final de cada módulo, com duração de seis meses, os alunos recebem um certificado de conclusão. O Ponto Firme despertou a curiosidade dos detentos para o artesanato e também trouxe mudanças no comportamento deles.

Projeto Ponta Firme

O projeto filantrópico e social iniciou a partir de uma conversa com Lica Isak, responsável pela escola de técnicas manuais e loja Novelaria, que sugeriu a possibilidade de levar as aulas de crochê para sentenciados da Penitenciária Adriano Marrey. O Ponto Firme também se tornou possível por conta da parceria do juiz Jaime Junior e o diretor técnico do Centro de Trabalho e Educação da penitenciária, Valdinei Freitas.

“O Projeto Ponto Firme beneficia cada integrante, aflorando a sua arte, sua profissionalização, se tornando uma nova alternativa de renda e uma perspectiva de vida nova quando o sentenciado estiver em liberdade. A cada 12 horas no projeto, o encarcerado se beneficia com a remição de um dia”, comenta Valdinei Freitas