A foto original de Diane von Fürstenberg, feita no início da sua carreira - Foto: reprodução
A foto original de Diane von Fürstenberg, feita no início da sua carreira – Foto: reprodução

Por Camilla Bello

Como Bazaar adiantou em primeira mão, a flagship da Diane von Fürstenberg no shopping Iguatemi, em São Paulo, passou um breve período fechada. O motivo foi dos mais nobres: o espaço foi inteiro renovado para comemorar os cinco anos da marca em solos brasileiros.

Estendendo o clima de celebração, a prestigiada estilista belga naturalizada estadunidense anuncia que no dia 1º de outubro a nova loja abrigará o DVF Times, projeto mundial criado originalmente em 2014 para marcar os 40 anos do icônico wrap dress.

Na versão nacional da edição, 12 mulheres Brasileiras, todas conhecidas como digital influencers e trendsetters, foram convidadas para reproduzir  uma foto de Diane feita no início de sua carreira. Seguindo a máxima da estilista, Be the Woman You Want to be, cada uma delas imprimiu seu estilo pessoal em um modelo do vestido, e escreveu seu mantra em um cubo. Tudo foi fotografado para uma espécie de jornal impresso, que será lançado no dia do evento.

“Estou muito animada em trazer este projeto para o Brasil”, diz Diane em comunicado oficial. “As mulheres brasileiras têm uma confiança natural e um joie de vivre que é tão inspirador, tem muita proximidade com o conceito da DVF.” completa.

Giovanna Meneghel - Foto: divulgação
Giovanna Meneghel – Foto: divulgação

Ao lado de Helena Bordon, Camila Coutinho, Bruna Valença, Maria Frering, Sophia Abrahão, América Cavaliere, Carolina Bittencourt-Roche, Vanessa Rozan, Camila Brennand Fortes, Michelli Provensi e Camila Coelho está Giovanna Meneghel. Stylist da nossa revista e fundadora do site Editeur, a bela bateu um papo conosco – que você confere abaixo:

HARPER’S BAZAAR – Conta pra gente como surgiu o convite? 
GIOVANNA MENEGHEL – O convite foi intermediado pela equipe da DVF aqui no Brasil. Recebemos uma carta super inspiradora da própria Diane e, em seguida, fui chamada para estar entre as 12 meninas.

HB – Qual a sua relação com a marca o com o wrap dress?
GM – Sabe aquela roupa que sua mãe, avó sempre usaram e que você fica esperando a sua vez? Não me lembro do primeiro vestido do modelo que tive, mas, sem dúvida, é daquelas peças que me trazem uma sensação boa, acho que pela libertação que representa – afinal, ele virou um símbolo do poder feminino. Me identifico muito com a etiqueta, provavelmente pela vontade de fazer diferente e de mudar o estabelecido.

Making of - Foto: Giovanna Meneghel
Making of – Foto: Giovanna Meneghel

HB – Você escolheu o mantra “Embrace the Newness” (“Abrace o novo”), por que?
GM – Eu acredito que não devemos ter medo da mudança, de ir contra algo para tentar uma coisa nova. O novo de hoje pode ser o clássico de amanhã.

HB – Em termos de styling, qual a maior vantagem do wrap dress? Na sua opinião, por que ele sobrevive há tantos anos como um ícone?
GM – Para mim, ele é o equilíbrio perfeito da praticidade e da elegância. E o mais legal é que funciona como uma tela em branco, onde qualquer mulher, de qualquer idade,  pode imprimir sua personalidade. Sabe aquela história de que a mulher que deve fazer a roupa e não o contrário?

HB – E qual a diferença de um vestido da Diane para um genérico? O que ele tem que os outros não tem?
GM – A sensação do original é sempre mais gostosa! Acho legal dizer que apoio o high low e misturo muitas marcas, mas sempre fui contra cópias e tenho uma política pessoal de não comprar nada “genérico”. Acredito que está é a minha maneira de apoiar a inovação, a criatividade.