Sarah Jessica Parker, no desfile da Chanel em Tóquio/Foto: Cortesia da Chanel

Eu de novo, aqui de Tóquio.

Faz quatro dias que estou aqui e ainda acordo às 5h da manhã por causa do fuso. O bom é que, como seriam 17h, já que o fuso é de exatas 12h, levanto animadíssima!

Não parei desde que cheguei, já que as comemorações do lançamento do livro da Chanel não foram poucas. A marca trouxe para Tóquio mais de 100 jornalistas do mundo todo, além de seu próprio staff. Encontrar todo mundo seguidamente me dá a sensação de estar em um acampamento de férias, só que internacional (se alguém aí já fez CISV na vida, sabe do que estou falando).

Para reproduzir o desfile de alta costura apresentado em janeiro, em Paris, a Chanel trouxe o cenário que imita um avião (quem nos acompanha no Instagram e no Twitter já deve ter visto!) e o montou dentro do parque de Shinjuku, que é um dos lugares mais lindos em que já estive.

Entrávamos pelos portões e éramos guiados pelo staff uniformizado, por caminhozinhos de pedras até um imenso gramado, onde estava o GIGA galpão armado. Foi o primeiro desfile de alta costura que vi na vida e a diferença de uma coleção de prêt-à-porter é muito visível. As roupas, claro, têm detalhes inacreditáveis e são feitas de materiais muito mais luxuosos do que qualquer peça que você já tenha visto na vida. Ao vivo, é um tanto impressionante.

A sexta-feira (23.03) foi o dia mais cheio. Começou com coletiva de imprensa com Karl, que contou que sua escolha pelo Japão se deu por querer chamar a atenção para o país, que teve muitas baixas desde o último terremoto, há um ano.

De lá, demos uma volta por Ayoama, o bairro mais absurdo até agora (já falei dele aqui), rápida troca de roupas no hotel e fomos para a abertura da pop up store da Chanel. A loja tem dois andares e a decoração é bem mais moderna do que as boutiques da grife costumam ser. O resultado é perfeito: cai por terra aquele clima austero das lojas e dá mais vontade de pegar os produtos na mão, provar, ver de pertinho. Assim, muita gente que não compraria normalmente na Chanel (que tem 37 lojas no país), acaba virando cliente.

Depois da pop up, festa! Foi num bairro bem longe, cheio e galpões. Brinquei que era a Barra Funda japa. A gente entrava num prédio, passava no meio de caixas e mais caixas empilhadas (que não eram parte da cenografia, mas sim da fábrica onde estávamos) e pegava um elevador industrial (se é que esse termo existe!), gigante, que nos conduzia ao topo do prédio, onde era a festa. O lugar era enorme, rodeado por máquinas. Os bares serviam espumante e sakê, quente e frio. Para comer, havia balcões com sushimen servindo sushi fresquíssimo e outros com canapés ocidentais.

O público era engraçado. Uma mescla das maiores tops do mundo (Karlie Kloss, Arizona Muse e Jourdan Dunn entre elas), jornalistas de todos os cantos, o staff da Chanel e japoneses fashionistas animadíssimos com tudo isso. “Não parece Tóquio!”, me disse uma jornalista fofa de Okinawa que conheci ali. Na área VIP, Karl e sua entourage top.

Acho que, em quase quinze anos de carreira, nunca vi tamanha produção para um evento de moda. Tudo bem pensado, bem feito, bem cuidado. Chanel mandou muito bem.

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Arigatô, sayonará!