A abertura da exposição e lançamento do livro Little Black Jacket, com as fotos da publicação, foi o primeiro de muitos eventos que a Chanel está fazendo em Tóquio nesta semana – e para o qual a Bazaar Brasil, através da minha pessoinha, foi convidada. A mostra está acontecendo na galeria G-Building, no bairro de Aoyama, onde ficam as lojas mais incríveis daqui – a flagship da Prada, desenhada pelo duo Herzog & Meuron, por exemplo, é do outro lado da rua. O G-Building tem dois andares e as 108 imagens estão espalhadas pelas salas, pregadas na parede com pequenos preguinhos, sem moldura, como telas.

Estou há apenas dois dias em Tóquio, mas já deu para sentir um pouco do que vemos tantas vezes em fotos, filmes, blogs. Na expo, por exemplo, havia muitas japas “Chanel addicted”, vestidas com roupas e acessórios da grife dos pés à cabeça, como bonecas. Ultratímidas que são, mas aficionadas por moda, pediam para tirar foto com Karl, modelos e celebs que passaram por lá e davam gritinhos e pulinhos nervosos depois, escondendo o rosto com as mãos.

Não era para menos. Não é sempre que se vê, reunidos em um mesmo espaço, nomes como Sarah Jéssica Parker, Carine Roitfeld, Vanessa Paradis, Saskia de Brown, Lily Donaldson, Stella Tennant, entre muitos outros. Essas últimas, as tops, não só estão no livro (você lê mais na Bazaar de abril!), como desfilarão a alta costura da Chanel aqui na cidade, esta noite (parece que vão refazer o cenário de avião e tudo! Amanhã eu conto!).

Sarah, que estava de pretinho básico (Chanel, claro), deu uma volta inteira pelos dois andares e sumiu rapidinho de lá. Karl ficou a noite toda dando entrevistas e tirado fotos. Por ser em Tóquio, o coquetel acabou virando uma ferveção de fashionistas do mundo todo. Alice Dellal, nossa it-Brazilian, estava animadíssima. Primeira vez dela na cidade também. “Eu e Poppy Delevigne fomos numa loja incrível hoje, de cinco andares, comprei mil roupas incríveis”, me contou. “Que loja era?, Alice?” “Não sei o nome, mas era um sex shop!”, disse, as gargalhadas.

Depois da abertura, teve jantar em homenagem ao Karl no restaurante New York Grill, no topo do Park Hyatt (qualquer semelhança com Lost in Translation NÃO é mera coincidência). Não aguentei ficar muito. Estava há duas noites viajando + fuso horário de 12 horas + profusão de informações visuais nessa cidade deliciosamente louca.

Daqui a pouco conto mais. Por enquanto, fico aqui quase japa, dando gritinhos tímidos de alegria. Estou adorando!

@MARIA_PRATA