Djaya Levy vai da esmeralda à turmalina em joias delicadas

Conheça a coleção "Kosmos", que já chegou ao mercado nacional

by Silvana Holzmeister
Foto: Divulgação

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A jovem designer Djaya Levy bem que tentou ser estilista. Desde criança sonhava em trabalhar com moda, chegou a estudar na Itália e a ingressar nas marcas Gloria Coelho e Egrey, mas foi obra do destino encontrar a felicidade criando joias. É que a paulistana cresceu vendo o avô dedicar-se à arte da ourivesaria clássica, enquanto a mãe descobria na joalheria um caminho para o autoconhecimento.

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Hoje, já com cinco anos de marca, ela diz que a influência familiar moldou seu caminho. A nova coleção, “Kosmos”, não deixa dúvida. São 45 peças com tratamento de alta-joalheria e poder de equilibrar os chacras a partir de delicadas e poderosas composições cromáticas. “O universo externo é o reflexo do nosso mundo interno; para modificar o lado de fora é preciso antes transformar o de dentro”, defende Djaya.

A partir desse pensamento e da possibilidade concreta de evolução por meio de pedras, pérolas e metais, ela foi juntando elementos com sintonia energética, como esmeralda, peridoto e crisoprásio, cujos tons esverdeados têm poder de cura, enquanto duos das azuis apatita e topázio favorecem o equilíbrio. “A junção de pérolas e topázios azuis também traz calma”, salienta a joalheira, que não dispensa o cuidado de realizar limpeza energética e energização de todas as pedras antes de transformá-las em joias.

Assim foram surgindo as cinco famílias que dividem a coleção. “Galáxia” é a mais importante, com chokers e argolas inteiramente cravejadas com diferentes pedras, como água- marinha, apatita, morganita e rubelita; já a família Sirius mistura pedras brutas e lapidadas em tom sobre tom, além de pérolas barrocas em anéis e brincos.

Todos os itens de ambas são exclusivos. “Pégasus” e “Estelar” reúnem peças mais delicadas, que levam apenas pedras candy colors lapidadas, de brincos tipo pontos de luz a earcuffs com pedras a perolas. Já a linha Celeste é dedicada somente às turmalinas melancia, carro-chefe da marca. “Há alguns anos achei essas pedras na casa do meu avô e me apaixonei por elas”, conta Djaya sobre a impactante gema verde por fora e avermelhada por dentro que, de fato, lembra a fruta.

Foto: Divulgação

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Seus encantos não ficam na aparência: estudiosos acreditam que é um cristal de elevação espiritual, amor e cura emocional. Todo o processo criativo de Djaya passa pelas pedras, que ela vai escolhendo e harmonizando de acordo com o desenho da peça. Até o ambiente conspira a favor. Seu ateliê e loja ficam em uma charmosa casinha na Vila Madalena, em São Paulo, que ela divide com a estilista Ana Luisa Fernandes, da Aluf, o designer Guilherme Brasileiro e a aromaterapeuta Fabiola de Freitas.

“Todo mundo aqui tem o propósito de promover a cura e a sustentabilidade. Estamos todos na mesma vibe”, comenta, bem-humorada, enquanto mostra os espaços dedicados a cada parceiro e o jardim de inverno, que une todos em torno de um cantinho a céu aberto.

A sintonia com a espiritualidade vem da mãe, segundo Djaya (seu nome, em sânscrito, significa vitória). “Ela era dona da loja Mercado Babilônia. Passei parte da minha infância brincando entre suas pedras e seus significados”, recorda, acrescentando que o ambiente hippie-chique do espaço parecia mágico para ela. “O estilo das joias era um indiano arrojado, com detalhes esculpidos no metal. Fui contaminada por essa atmosfera”, conta.

Quando ela tinha 6 anos, a mãe trocou o cenário urbano de São Paulo pela natureza do Vale do Matutu, uma região repleta de cachoeiras no sul de Minas Gerais. As referências vindas da mãe e do avô, a vida no campo e os estudos em escolas Waldorf, que privilegiam artes e artesanato, e temporada no exterior contribuíram para moldar o talento criativo da designer. E, como nada acontece por acaso, foi o trabalho com moda, especialmente os bordados, que fizeram Djaya se reencontrar com a joalheria.