Gabi usa vestido e sandálias Essentiel Antwerp e chapéu Alexandre Pavão – Foto: Nicolau Spadoni

por Vanessa Barone, com edição de moda Rodrigo Yaegashi

Quando decidiu transformar seu acervo de roupas e acessórios em um brechó online, a stylist Gabriella Abuleac queria continuar a fazer o que mais gostava: criar imagens de moda inspiradoras e que flertassem com o mundo das artes. Acabou conseguindo mais: disseminar informação sobre design e história da moda na forma de roupas, sapatos, bolsas e outros acessórios vendidos no Bem Phyna – que, atualmente, também tem uma loja física.

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“Sempre fui de garimpar muito, para meu uso pessoal ou para produzir editoriais”, diz Gabi, de 29 anos. “Mas nunca pensei em virar empresária.” A mudança de planos aconteceu depois de uma temporada em Paris – entre 2009 e 2016 –, onde estudou Imagem de Moda no Istituto Marangoni.

Gabi Abuleac usa vestido Ganni, colar vintage na Bem Phyna e tênis Nike. – Foto: Nicolau Spadoni

Além do curso, Gabriella trabalhou como stylist de showroom para a marca Stella McCartney e para a revista L’Officiel Paris. Também cuidou da direção de arte do e-commerce francês Videdressing.com, que acabou servindo de inspiração para o seu próprio brechó online.

Bolsa vintage Prada e leque do acervo pessoal de Gabriella – Foto: Nicolau Spadoni

O olhar esteticamente treinado e a vivência na França foram cruciais para o desenvolvimento de um estilo pessoal de Gabriella. “Foi no exterior que aprendi a ver a roupa de outra maneira, analisando o desenho, a qualidade da matéria-prima e a grife”, afirma ela, que, hoje, se considera uma consumista bem comedida e fez uma grande limpa em seu closet.

Gabi usa vestido vintage na Bem Phyna e tênis Nike – Foto: Nicolau Spadoni

“Compro pouco e, quando o faço, procuro marcas pequenas e autorais”, conta. “Nunca mais quis consumir fast fashion.” Roupas mais antigas, feitas para durar bem mais do que uma estação, costumam ter mais qualidade, acredita. Com esse novo jeito de consumir, em seu guarda-roupa só entram peças que realmente façam a diferença: entre elas, muita estampa e roupas e acessórios com a estética dos anos
1980 e 1990.

Quando algo novo entra, outro item sai. “Meu estilo é realmente hi-lo, com uma predileção por acessórios, em especial bijuterias, usados todos juntos e misturados.”

Na primeira foto, chapéu e óculos de seu acervo pessoal. Na do meio, brincos
Isabela Capeto e na da esquerda sandálias Essentiel Antwerp e bolsa de plumas Ganni – Foto: Nicolau Spadoni

As manhãs em seu recém-reformado apartamento no bairro dos Jardins, em São Paulo, são dedicadas a outros assuntos além da moda, incluindo o materno. “Sou ‘mãe’ de dois gatos – Zezinho e Plena”, conta. E é lá que o trio convive entre paredes coloridas e estampadas, e objetos de arte bem garimpados com seu olhar afiado.

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Gabi veste camisa Stella McCartney e calça J.Crew – Foto: Nicolau Spadoni

Para um bom garimpo
Preste atenção aos detalhes

Moda é arte?
Às vezes, sim. Um vestido (Alexander) McQueen ou (Azzedine) Alaïa, uma saia Comme des Garçons e um blazer (Jean Paul) Gaultier são obras de arte para mim

Seu maior pecado fashion
Bijuterias. Adoro e uso todas misturadas

Não vendo e não dou
Um blazer Versace do final dos anos 1970 e uma Louis Vuitton vintage