Foto: Reprodução/Harper's Bazaar


Por Sylvain Justum

Eduardo Mahfuz Toldi criou a Egrey em 2009. As linhas gráficas e minimalistas da neogrife, aliadas a um apurado estudo técnico, lhe concederam o status de talento emergente. Sua missão, agora, é passar de segredo guardado por formadores de opinião a grife relevante também comercialmente.

A tarefa parece encaminhada. Em apenas dois anos, Dudu fez explodir em 2.000% as vendas da empresa. Com três coleções lançadas, conquistou 25 pontos de venda, entre São Paulo, Rio, Paraná, Bahia, França e Japão. Suas peças – que têm preço médio de R$ 400 – também estão nos principais sites de e-commerce brasileiros. “Busquei construir uma imagem forte, mas comercial. O estilo da Egrey é o que eu chamo de ‘novo comercial’”, define o descendente de libaneses e italianos, de apenas 26 anos.

O moodboard de Dudu, em seu showroom minimalista, nos Jardins (SP), junta influências construtivistas da arquitetura das grandes cidades – sobretudo da Rússia –, o cinema de Antonioni, Kubrick e Wes Anderson e o melhor do streetstyle internacional.

Tricotada à base de misturas sofisticadas de fios, como rayon da Índia, cashmere e o elogiado algodão Pima peruano, a silhueta clean da marca quer atingir a mulher ativa, “que procura roupa para o cotidiano das metrópoles”, resume Dudu. Para visualizar, pense em Jane Birkin, Charlotte Gainsbourg e Elena Mahfuz. Esta última, avó de Dudu, que foi musa do estilista Denner e considerada a mulher mais elegante da América Latina, em 1967, pela revista Time.

A próxima coleção marca a estreia de uma linha festa e de um investimento maior na alfaiataria, além de novos tecidos, como sarja e seda. Pode pintar também uma coleção cápsula, com os tons de cinza que Dudu gosta e que se encaixam na concepção da grife.

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