Por Sylvain Justum

A Maria Bonita Extra completa 21 anos sem perder o frescor e sua identidade girlie, mantidos neste inverno graças a um repertório certeiro de vestidinhos onde se multiplicam cores e estampas. E texturas.

As escamas dos primeiros looks, em tricô cinza-prateado deixavam imaginar uma coleção quase minimalista, impressão que se desfez já no primeiro vestido de musseline de seda leve e estampada que seguiu.

Uma fluidez alternada com looks mais estruturados, com o shape abajur de alguns vestidos ou nos casacos de mangas 3/4 usados por cima da pele. Tudo sempre muito curto, com quilômetros de pernas à mostra.

Mesmo caso da saia decorada com fitas de gorgorão, em efeito listrado semelhante ao da colega balonê metalizada. Recurso cheio de brilho que a recém-chegada Katia Willie e sua equipe de estilo conseguem reproduzir bem nos tricôs de alma esportiva de Alicia Kuczman e Daiane Conterato. Casuais, práticos e muito charmosos. O material dividiu bem a passarela com organzas, tafetás e jacquards divertidos.

Às estampas, então. Onipresentes, elas reproduzem simpáticos pinguins, cobrinhas e pintinhas, uma pitada de humor muito benvinda. Boa ideia na hora de revisitar tecidos de gravataria.

Numa feliz cartela onde derivados de vermelho, verde e azul predominam, o toque extra de luz fica a cargo dos sapatos – todos com os prints da coleção – e das clutches de acrílico arredondadas.

MELHOR LOOK: Difícil escolher um só, mas o casaco estruturado de mangas curtas, com print divertido em azul e laranja é irresistível. A ideia é usá-lo como vestido, mesmo.

ACESSÓRIO: Prática e divertida, a clutch arredondada de acrílico é perfeita para escapadas noturnas.

TRILHA: Nada mais aproriado para as lolitas crescidas da grife do que a neodiva Lana del Rey