Colaborou Larissa Romano
A marca Ivanildo Nunes foi criada em 2009 pelo estilista que a nomeia, trabalhando inicialmente com vestidos de festa. Em 2016 ele inicia suas criações de vestidos de noiva. O DNA da grife, que está no line up do DFB Festival, que acontece em Fortaleza, é trazer em todas as suas criações elementos de diversos tipos de rendas artesanais, principalmente a renda de Bilros, o Rechilieu, o crochê e o bordado, todas trançadas pelas hábeis mãos de diversas comunidades artesãs do interior do Ceará.
Hoje a Bazaar entrevista o diretor criativo da label. Leia abaixo:
Como foi para você a volta aos desfiles presenciais depois de dois anos?
Todos nós estávamos ansiosos pela volta! Principalmente porque trabalhamos com comunidades de artesãs que precisam desses espaços de divulgação para, através da nossa marca, promover venda e sustentabilidade financeira para elas. Trabalhamos com produtos artesanais exclusivos e os desfiles são plataformas de divulgação eficientes.
O que inspirou você ao criar esta coleção apresentada no DFB Festival?
Essa coleção traz a energia alegre de todas as mulheres que conseguiram, através da transformação da matéria, executar meus projetos durante esses 12 anos de marca.
Como foi o processo de criação da coleção?
Foi um processo livre de criação. Sem preocupação com conexão entre uma peça e outra. O importante era mostrar uma energia vibrante utilizando o nosso DNA artesanal que permeia todo a coleção com uma linguagem bem contemporânea. Muitas vezes deixando o público e imprensa na dúvida se o que apresentamos é realmente artesanal ou industrial.
Quais foram as técnicas e tecidos usados nesta coleção?
Toda coleção foi construída artesanalmente utilizando a renda renascença, o Rechilier feito na organza, o crochê e a renda de Bilro. Abrindo o desfile com um vestido amarelo feito de crochê e sobras de tules que deveriam ser descartados, mas que foram transformados em uma obra de arte.
O que você já tem em mente para a próxima coleção?
Ainda não pensei, pois desfilamos no DFB duas coleções: a Ivanildo Nunes oficial e outra toda em rechilier para o Senac com as rendeiras de Maranguape. Ainda estou exausto! Estamos nos preparando para desfilar em Paris dia 22 de outubro, mas ainda sem tema definido.







