Jean Marc Gaucher, CEO da Repetto - Foto: Getty Images
Jean Marc Gaucher, CEO da Repetto – Foto: Getty Images

Por Ligia Carvalhosa

Marca queridinha de bailarinas e fashionistas ao redor do globo, a Repetto abriu  de maneira discreta e sem alarde sua primeira loja brasileira.  Passadas pouco mais de duas semanas e já com clientes fascinados pelas sapatilhas e tutus, a label arma nesta terça-feira (18.06) sua festa de inauguração no Cidade Jardim, com direito a presença de seu CEO Jean-Marc Gaucher, que bateu um papo com a Bazaar sobre a trajetória da grife e seus planos por aqui.

“Quando assumi a companhia em 1999, vi ali uma oportunidade única de ampliar a operação da marca em nível internacional. Nós colocamos a Repetto de volta aos trilhos”, defende o empresário, ressaltando que, desde a morte da fundadora da marca, Rose Repetto, sua identidade havia “se perdido”, fazendo-se necessário retomar o universo da dança como fio condutor. “Nós vendemos o sonho da dança, não queremos escolher celebridades para representar a marca, não existe nenhum rosto tão forte quanto um tutu. Queremos garantir a nossa essência.”

Vontade esta que impulsionou inclusive a criação de uma fundação. “Há dois anos, abrimos uma escola para ensinar jovens interessados em aprender as técnicas que usamos para o desenvolvimento de nossos produtos, fabricados exclusivamente na França”, conta, revelando que os planos de manter vivo o savoir faire francês não param por aí. “Em janeiro de 2014, outras dez marcas vão se unir a nós para agregar o seu know-how, como por exemplo o trabalho de couro da Hermés.”

Com operação firme na Europa e Ásia, a Repetto chega ao Brasil com vontade de crescer: “estamos trazendo a coleção completa para o Brasil e queremos expandir”, decreta Gaucher, que compara o jeitinho brasileiro ao estilo mediterrâneo. “Vocês têm o sol, as pessoas circulam e querem se mostrar”, comenta, comparando o a espontaneidade daqui à seriedade francesa. “Não pensamos em desenvolver uma coleção exclusiva para este mercado, mas confesso que temos planos de pensar algumas linhas para pessoas que tenham mais esta vontade de viver a rua.”

Assim, novas lojas já estão no caminho. “Em São Paulo, estamos em fase de negociação com o shopping Iguatemi e com o Cidade Jardins Shops [empreendimento do grupo JHSF que deve abrir as portas até o final de 2014]. No Rio de Janeiro o contato é com o Village Mall”, completa Michael Magnin, representante da grife no Brasil. Por aqui, além das icônicas ballerines, a recém-lançada linha de roupas aterrissa em setembro e ganha a companhia do primeiro perfume da marca, pronto para ser lançado em julho de 2013.

Pioneira no que diz respeito a colaborações com outras grifes, o empresário acredita que esse sistema “é uma maneira de contribuirmos para o sucesso de novos designers, ao mesmo tempo em que nos beneficiamos das colaborações com grandes nomes como Issey Miyake e Yohji Yamamoto.” Sobre a moda nacional, o empresário deixa escapar, “temos vontade de criar produtos em parceria com nomes daqui, quem sabe com a Sarah Chofakian“, designer que além da marca homônima, foi a responsável pela primeira operação da Repetto no Brasil. Muitas novidades ainda estão por vir e a Bazaar está de olho!