Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Com um poder de permanência pouco visto, especialmente, entre mulheres no mundo da música, um patrimônio líquido estimado em 600 milhões dólares e o título de artista mais importante dos últimos 20 anos, pela Billboard, Rihanna constrói um legado de representatividade impossível de ignorar e faz com que garotas negras de todo o mundo acreditem que podem, também, conquistar qualquer um dos seus desejos, apenas sendo quem são.

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O estilo de Rihanna

Foto: Reprodução/Instagram/@badgalriri

Após abandonar a imagem claustrofóbica de “princesa pop” – que usava jeans de cintura baixa, cropped presa ao pescoço e body chains – com o lançamento de seu álbum “Good Girl Gone Bad”, em meados de 2007, a artista consolidou um dos traços mais marcantes de sua personalidade e sua atuação como performer: a capacidade de se reinventar.

No entanto, não se tratam de mudanças bruscas que chamam atenção ao chocar. Pelo contrário, evidenciam a sutileza e a imponência de uma mulher que se sente livre para experimentar. Tal fator ajuda a compreender um pouco sobre a razão pela qual as escolhas de suas peças raramente seguem um padrão.

Foto: Reprodução/Instagram/@badgalriri

Mesmo assim, uma constante, rapidamente notada pela mídia, desde o início de sua carreira, é a facilidade com que ela consegue lançar tendências. O estilo de Rihanna, capaz de incorporar qualquer novidade fashion como se tivesse sido criada para ela sob medida, fez com que seus figurinos se tornassem um dos mais comentados e dissecados por toda a crítica especializada.

Foto: Reprodução/Instagram/@badgalriri

Casaco de pele colorido, slip dress e peças oversized ganharam espaço na moda internacional por conta de simples aparições públicas. Portanto, não é à toa que tantas grifes de luxo como Armani, Gucci, Prada, Versace e Dior já vestiram a cantora. Rihanna vende.

“Beleza para todos”

Foto: Reprodução/Instagram/@badgalriri

Rihanna vende tanto que, em 2014, criou sua própria marca, a Fenty Beauty, em parceria com o maior grupo de luxo do mundo, o LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton. Assim como a artista, a grife da holding francesa veio para revolucionar padrões e agitar, positivamente, a moda de alto padrão. Com 50 tons de base , 30 opções de sticks multiuso, seis iluminadores compactos e dezenas de outros produtos que foram pensados para atingir a todos e, inclusive, disponibilizados para venda em uma numerosa quantidade de países, a loja foi extremamente elogiada pela amplitude de sua inclusão.

Foto: Reprodução/Instagram/@badgalriri

Ao oferecer produtos que ajudam, principalmente, mulheres negras a ganharem espaço dentro do mundo da beleza e dos cosméticos, Rihanna deixa de ser apenas um exemplo distante de representatividade e passa a ser uma das principais agentes contemporâneas para que a indústria ofereça menos produtos categoricamente excludentes.

E essa pluralidade não tem apenas valor comercial. Os rostos das campanhas e as modelos das passarelas são, de fato, pessoas reais – negras, brancas, velhas, jovens e sem nenhum tipo de retoque. Consequentemente, o sucesso dos produtos fica intrinsecamente atrelado à alta qualidade e também com a mensagem clara que é passada.

A questão sobre o estilo de Rihanna é que ninguém nunca sabe o que ela vai vestir. Essa singularidade, quase metamórfica, perpassa não só sua música – que já se consagrou nos diversos estilos entre os seus oito álbuns lançados – mas também as suas vestimentas.

Foto: Reprodução/Instagram/@badgalriri

Do oversized ao abandono do sutiã, pouco importa se as peças que escolhe mostram mais ou menos, ela possui controle admirável sobre sua sensualidade. A cantora prova que não há necessidade de quebrar regras a todo momento se você, simplesmente, nem mesmo se coloca disponível para que alguém determine a maneira como se deve ser, existir e se portar.