Da esq. pra dir o verão 2014 da Alexander McQueen, Missoni, Givenchy e Valentino. Acessórios: colar LOOL (R$1.329), colar Blue Man e pulseira Chan Luu na LOOL (R$298) - Fotos: Reprodução/Harper's Bazaar
Da esq. pra dir. o verão 2014 da Alexander McQueen, Missoni, Givenchy e Valentino. Acessórios: colar LOOL (R$1.329), colar Blue Man e pulseira Chan Luu na LOOL (R$298) – Fotos: Reprodução/Harper’s Bazaar

Por Sylvain Justum

Quando as luzes se apagaram e a trilha de tambores tribais sobrepostos ao som delicado de um piano encheu a sala do desfile de verão 2014 da Givenchy, estava claro que ali se confirmava uma das tendências mais fortes da temporada. Riccardo Tisci não foi o único a olhar para vestimentas e decorações tipicamente africanas para construir sua mais recente coleção, mas seu poder trend setter colocou imediatamente a inspiração sob os radares atentos dos editores. Havia pitadas japonistas na coleção – como as referências a quimonos nas mangas e lapelas -, resultado de um “crash de culturas”, como definiu o próprio Tisci pós-show.

Esse melting pot fashion também guiou as coleções de Dries Van Noten – império Otomano e Espanha -, Missoni – África, Japão e México – e Céline – Paris e África -, entre tantas outras. África, África, África… o continente é, definitivamente, o campeão de influência étnica na moda atual. Suas cores vivas, assim como a riqueza de texturas e de materiais já respinga no cenário brasileiro. Sob a batuta de Eduardo Pombal, a Tufi Duek mergulha na tribo Massai e na rica obra em preto e branco do fotógrafo Malick Sidibé, expert em clicar a cena popular africana nas décadas de 1950 e 1960.

A moda italiana é das que mais exploram a miscigenação, sinal de que o pensamento das maiores grifes do planeta, hoje, é mesmo global. Peter Dundas mixa bordados gypsy com as geometrias tribais na Emilio Pucci, enquanto Pierpaolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri acionam aplicações e desenhos riquíssimos do norte africano para ultradecorar seus vestidos de princesa, caftãs e casaquetos. Não importa de que canto do globo venha a fonte, a ordem na moda, hoje, é viajar e explorar outras culturas, a bordo de um look made in Brasil ou in Europe.

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