Por Sylvain Justum

Alexandre Herchcovitch tem se esmerado em trabalhar o jeanswear de sua linha Herchcovitch de maneira a fugir do comercial puro e simples, sempre dando ao mais democrático dos materiais um upgrade de forma e estilo. É o caso do inverno oitentista desta temporada, que olha para os intrépidos artistas do Soho novaiorquino e sua liberdade criativa.

Mas atenção, a referência é sutil, pincelada discretamente – e literalmente – nos respingos de tinta, grafismos a la Basquiat, óculos redondinhos  como os de Andy Warhol e na estética street que pontua todo o desfile.

Elementos como o sem número de camuflados, de todos os tamanhos e cores, em todo tipo de peça – ponto para o luminoso bloco final -, a pele falsa de carneiro que decora a gola das jaquetas ou os volumes “errados” que Alexandre tanto gosta reforçam a referência.

Animal prints, poás e florais estão ali, mas a gente quase não percebe. Renda? Presente! Temperando o styling acertado que reflete bem o espírito das ruas. Tudo arrematado por oxfords de solado translúcido nos pés.

Bazaar gosta principalmente dos vestidos estruturados em denim bruto do primeiro bloco, das irônicas bolsas em couro com jeitão de paper bag e das peças pretas com a tradicional caveira branca. Além do reeditado tricô de ponto grosso– Alê o fez para sua linha principal há alguns anos -, o skate e a prancha black & white são irresistíveis. Dá vontade de decorar a sala de casa com eles!

O look: Vestido de denim bruto que abre o desfile
O acessório: hum… que tal dois? A boina camuflada e a bolsa paper bag
Beleza: Cabelos frisados sem preconceito. Assuma seus cachos!