Colar Leão Barroco, de ouro branco e amarelo, diamantes, safiras coloridas, madrepérola cinza e pérolas South Sea e taitianas, da coleção de alta-joalheria da Chanel - Fotos:Reprodução/Harper's Bazaar
Colar Leão Barroco, de ouro branco e amarelo, diamantes, safiras coloridas, madrepérola cinza e pérolas South Sea e taitianas, da coleção de alta-joalheria da Chanel – Fotos:Reprodução/Harper’s Bazaar

Por Vívian Sotocórno

Mademoiselle Chanel amava suas pérolas como amava seus little black dresses, mas, apesar de a nova coleção de alta-joalheria da grife, que homenageia sua fundadora, ser dedicada totalmente a elas, as joias vão muito além dos tradicionais cordões compridos que Coco só tirava para dormir na década de 1920.

Impulsionada pelo sucesso instantâneo das gargantilhas e dos braceletes em versão bijoux do verão 2014, em que as maxipérolas reinaram, a maison apresentou, em janeiro de 2014, a coleção que tem nas pérolas coloridas seu maior luxo. Outras bijoux que viraram febre, os onipresentes brincos Mise en Dior acabaram entrando para a linha permanente da grife.

Voltando à alta-joalheria, Cartier, Van Cleef e Chopard são apenas alguns dos outros big names que trabalharam com a pedra em suas coleções recentes – trazendo a pérola de volta à pauta do dia. A madrepérola também entrou no hype e ganhou aval dos criadores de high jewelry: no anel em formato de camélia da Chanel, as pétalas esculpidas em madrepérola são rodeadas por centenas de brilhantes.

A partir da esq., anel de ouro e pérola barroca da nova-iorquina Bibi van der Velden, brincos de ouro e pérolas da brasileira Ana Khouri, anel de prata banhada a ródio negro e pérola da francesa Ornella Iannuzzi e anel de ouro e pérola da dinamarquesa Sophie Bille Brahe - Fotos:Reprodução/Harper's Bazaar
A partir da esq., anel de ouro e pérola barroca da nova-iorquina Bibi van der Velden, brincos de ouro e pérolas da brasileira Ana Khouri, anel de prata banhada a ródio negro e pérola da francesa Ornella Iannuzzi e anel de ouro e pérola da dinamarquesa Sophie Bille Brahe – Fotos:Reprodução/Harper’s Bazaar

O novo status da pérola, ultracool, tem também a ver com ela ter caído nas graças de uma série de bons nomes da nova geração, como a brasileira Ana Khouri, a dinamarquesa Sophie Bille Brahe e a grega Melanie Georgacopoulos, nome forte entre os new designers que acabou se especializando em trabalhar com a bolinha brilhante. “Minha ideia é reinventá-las para a mulher de hoje, apresentando joias que se afastam totalmente da ideia de ‘colar da vovó’”, diz ela em entrevista a esta Harper’s.

Para reinventá-las, Melanie as mistura a ouro polido, as deixa soltas dentro de estruturas de metal e, o mais inusitado (que Coco não nos ouça!), as corta ao meio para um efeito que deve causar arrepios nas mais clássicas. “Em contraste com diamantes e outras pedras, a pérola não precisa ser lapidada para revelar sua beleza, elas já nascem naturalmente belas – e isso me encanta.”

Colar de couro, metal, cristais amarelos e pérolas Louis Vuitton  - Fotos:Reprodução/Harper's Bazaar
Colar de couro, metal, cristais amarelos e pérolas Louis Vuitton – Fotos:Reprodução/Harper’s Bazaar

Aqui no Brasil, Claudia Jatahy trouxe a madrepérola para sua coleção da Animale Joias pela primeira vez, em brincos nos quais ela é combinada a diamantes negros e franjas de ouro. “Queria experimentar um material novo e gostei do ar casual da madrepérola. Boa parte da joalheria de hoje ainda é muito sisuda, sou fã de peças mais descontraídas”, pondera.