“Não sou brasileiro. Sou um homem global”, diz Francisco Costa, estilista da Calvin Klein

Suzy Menkes deu sua sentença: “Você é um gênio!”. Na mesa, o estilista mineiro Francisco Costa, diretor criativo da divisão feminina da Calvin Klein, que tentava se esquivar dos elogios da top editora. “Sou mineiro, como quieto”, disse entre risos.

Na terceira conferência do Hot Luxury, Costa contou um pouco sobre como saiu do interior de Minas Gerais para se tornar uma das maiores referências do luxo mundial. “Quando minha mãe morreu eu decidi tentar a vida em Nova York, sem saber uma palavra em inglês”.

Convidado pelo próprio Klein, Costa conta que tomou para si a responsabilidade de seguir à risca o legado do estilista. “Sua essência tem que estar em todos os produtos de todas as linhas. Para um estilista, é importante manter a identidade da marca. No nosso caso, uma marca que vale US$ 7 bilhões”.

Segundo Kenneth Wyse, presidente da Phillps-Van Heusen, empresa dona da Calvin Klein, Costa é um dos responsáveis pelos bons números da marca, que segundo ele, vai muito bem obrigado. “Desde que a compramos, ela cresceu cerca de 35%”.

O executivo foi o quarto conferencista da manhã desta quinta-feira (10.11).