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Arte de Verena Smit e texto de Ligia Carvalhosa

Nesta edição, Bazaar elege as seis meninas que melhor representam a nova geração: cheias de personalidade, já mostram, desde cedo, a que vieram, seja nas artes, na música ou na moda.

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Luiza Pereira, 23 anos (@luizampereira)

“Tenho de me provar constantemente, sou uma menina no meio do rock e não subo no palco de calça jeans e cara lavada.” Assim é Luiza Pereira, vocalista da banda Inky desde os 17 anos e apaixonada por música desde os 4, quando começou a tocar piano. “Como boa taurina, sou persistente. Sei que escolhi uma profissão que não é exatamente fácil.” Dona de grandes olhos verdes e lábios marcantes, não se deixa intimidar e é assim que vai buscando seu espaço na cena musical – shows em Nova York, Chile e Peru estão na bagagem, além de apresentações em festivais independentes espalhados pelo País. Na mala, carrega uma boa dose de ousadia em transparências e decotes profundos, que contrapõe com roupas oversized. “Gosto de representar o girl power.”

 

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Manoela Clemente e Georgia Reinés, ambas 22 anos (@georgiareines :: Facebook: manoelaclemente)
É fruto do estilo e da personalidade igualmente fortes da produtora cultural Georgia Reinés e da diretora de arte Manoela Clemente a mais nova marca de bijoux de São Paulo – tão nova que segue ainda sem nome definido. “Tenho uma formação muito ligada à potência do feminino, e nossas peças unem essa força com algo delicado”, explica Manu, terceira filha de uma família só de mulheres. São itens de prata, concha, coral e pérola, com desenho orgânico, a cara do verão. “O trabalho é totalmente artesanal e cada peça é única”, completa Georgia. Ávidas por novidades, as meninas ainda têm planos próprios para 2016: Manu embarca este mês rumo à África do Sul, onde fica por três meses para estudar cenografia; e Georgia se prepara para abrir seu negócio, uma agência cultural focada na mistura de arte e tecnologia.

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Adelaïde De Grandcourt, 24 anos (@adelaide_de_grandcourt)

Ela nasceu na França, mas trocou Paris por São Paulo há três anos, quando seu namorado aceitou uma proposta de emprego na cidade. Mas acaba aí sua dependência do sexo oposto. Logo que chegou, lançou sua marca de roupas homônima, de contorno minimalista e atitude modernista, e entrou para a equipe de Sarah Chofakian. “Trabalho um novo conceito de feminilidade. Minhas roupas deixam a pele à mostra, mas o resultado é chic”, diz Adelaïde, formada na École de la Chambre Syndicale de la Couture Parisienne e com passagem pela Dior e Vanessa Bruno. “Visto uma mulher que tem atitude e respeita o próprio corpo.” O resultado, assim como ela, é fresco e original. De frágil, só os traços finos e os delicados olhos azuis.

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Rafaela Clemente, 24 anos (@rafaeladclemente)

A paulistana aparenta jeito de menina, mas tem atitude de mulher – independente, daquelas que não têm medo de escolher caminhos por vezes incertos. “Não sabia qual rumo seguir, mas fui me encantando pelas artes plásticas e, hoje, descobrir novos artistas é um dos grandes prazeres da vida”, diz Rafaela, que trocou os colégios tradicionais pelo método de ensino proposto por Rudolf Steiner, na escola Waldorf, e se formou em Produção Cultural pela Faap. Hoje, ela é figura em ascensão nas artes plásticas – trabalha na Lisson Gallery, como assistente de João Paulo Siqueira Lopes, representante da galeria na América Latina. “A mulher sempre teve seu lugar no mundo das artes e, no Brasil, temos galeristas de personalidade fortíssima.” Determinada, de sorriso no rosto e sapatos baixos nos pés – mocassins, de preferência – , ela promete seguir nessa mesma direção.

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Victoria Hollo, 23 anos (@vicqueen)
“Com a moda, falamos sem usar palavras”, diz a estilista Victoria Hollo. “Sou uma pessoa quieta, tranquila, e gosto da ideia de que os outros possam me identificar só com o olhar.” Foi assim que a imagem virou seu principal meio de se comunicar e motivo pelo qual conquistou um número impressionante de seguidores no Instagram – quase 95 mil, que, diariamente, veem sua preferência pelas roupas de cores neutras. A facilidade e afinidade com que fala com um vasto público jovem, aliás, lhe rendeu seu emprego atual. Depois de estágios no mercado editorial e formada em Moda pela Faap, conseguiu um posto na equipe de estilo da C&A, há exatamente um ano. Criatividade e versatilidade Victoria já mostrou ter, e em rede nacional: em 2009, lembra ela, topou o desafio do Fantástico de usar o mesmo vestido por 21 dias. “Foi insano, um exercício de originalidade.”