Fotos: Getty Images
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Por Luigi Torre

Românticas, poéticas e decadentemente sensuais suas coleções sempre foram. Vez ou outra com ares punk como a de agora. Porém, apesar de emocionantes, nunca foram tão relevantes e precisas como a deste inverno 2015 de Haider Ackermann, apresentado neste sábado (07.03), na temporada de Paris.

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Sua silhueta segue aquela mesma alongada e desconstruída, mas agora há toda uma nova combinação de cor e, pela primeira vez, um enorme foco sobre estampas e texturas. Estas no caso, vem do tweed, em posição de protagonista. As padronagens, então, seguem suas tramas, algo geométricas, porém nunca exatamente perfeitas e contínuas. Recebem recortes, têm seus padrões quebrados e alterados, se misturam de maneira quase aleatória, como remendos – daí também um pouco desta estética punk DIY.

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E a ideia era, precisamente, esta. “Os fracassos da vida”, disse o estilista colombiano sobre a coleção. Fracassos que pedem por reparos, correções, como as feitas sob tweeds antigos e desgastados.

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Uma crítica recorrente ao trabalho de Haider Ackermann, é que sua mulher não existia fora da passarela (Tilda Swinton não conta). Como que se suas criações fossem para mulheres ideais e não reais. Agora, alinhado aos temas sombrios e pessimistas do mundo que ecoam pela moda, sua coleção ganha realidade nunca vista antes, tornando o que já era belo em algo ainda mais desejável – e com sentido.