André Namitala - Foto: Divulgação
André Namitala – Foto: Divulgação

A grife carioca Handred, comandada pelo estilista André Namitala, estreia nesta quinta-feira (26.04) no São Paulo Fashion Week. O desfile acontece às 18h e, como aquecimento para o show, Bazaar passou um dia com o designer para descobrir tudo sobre a sua rotina. Veja abaixo>

 

6H50

Acordei e a primeira coisa que fiz foi olhar para a janela, puxar a cortina e ver se está sol. Quando amanhece nublado, já tendo a ficar com o humor abalado… Sabe como é, chove no Rio, ninguém anda na rua, minha loja é de rua… (risos)

 

7H15

Normalmente, tomo três cafés da manhã até o almoço. Em casa, uma caneca grande de café, frutas e um iogurte. No ateliê, mais café, um pão com alguma pastinha, mais café e outra fruta. Fazia funcional três vezes por semana, estou migrando para natação com academia. De manhã, gosto de parar cinco minutos para só respirar, me colocar no presente e meditar um pouco. Tomo um banho e sigo para o ateliê – não moro mais nele, tenho uma casa só para mim agora. Graças a Deus!

 

André na sala de sua casa - Foto: Divulgação
André na sala de sua casa – Foto: Divulgação

8H

O ateliê novo fica em Copacabana, entre a minha casa e a loja, que é em Ipanema. Está tudo tranquilo para o SPFW, nunca tenho muita ansiedade para roupa… Elas normalmente ficam prontas com certa antecedência.  O mais complicado é conciliar a produção e a gestão de empresa e loja com um desfile desse tamanho em paralelo, mas amo ser multitask. Vou apresentar 40 looks nesta temporada!

 

13H

Normalmente almoço no ateliê. Comida de casa, não abro mão. Quando quero muito me dar o luxo, vou para casa almoçar e ficar em silêncio. Sem ouvir André pra cá, André pra lá… Moro numa casa de vila, é realmente prazeroso poder aproveitar o ambiente e ficar só olhando o sol entrar pela janela, entre as plantas.

 

14H50

De manhã, é sempre o período mais rush para a produção. Ver o que cada costureira está fazendo, dar uma revisada nas roupas, olhar o corte, ver o que tem de mandar para a lavanderia etc. Elas começam às 8h e saem às 16h30. Um pouco antes, por volta das 15h, saio para a loja, onde fico todo o dia até fechar. Amo vender, amo ver para quem eu vendo, organizar as araras, dar uma olhada no estoque, na passadoria, fazer meu café coado… Às vezes, pintam umas reuniões por Ipanema, ali perto, e quase diariamente passa algum amigo para dar um oi. A loja é uma extensão da minha casa.

 

Com Selma Amaral, primeira costureira da marca e que continua na equipe até hoje - Foto: Divulgação
Com Selma Amaral, primeira costureira da marca e que continua na equipe até hoje – Foto: Divulgação

20H

Depois que abri a loja, me condicionei a parar de trabalhar quando ela fecha, às 20h. Claro que, às vezes, passo, tenho alguma reunião extra, ou, se pinta uma onda louca criativa, aproveito, desenho ou escrevo. Chegando em casa, a primeira coisa que faço é tirar os sapatos, lavar as mãos e o rosto.

 

21H

O jantar hoje foi em casa, arroz negro, salmão de forno e aspargos verdes. Mas adoro, uma vez por semana, emendar um jantar com algum amigo depois da loja. À noite, gosto de ver algum filme, documentário… Meditar é sempre uma opção também. E confesso que estou procurando novos hobbies. Dou uma arrumada na cozinha, tomo um banho e vou dormir.

 

Looks femininos da Handred - Foto: Divulgação
Looks femininos da Handred – Foto: Divulgação

22H30

Nunca passo das 23h. Gosto de preservar meu sono. Tenho que estar muito bem para o dia seguinte. Tenho de gerir pessoas, financeiro, criativo, produção, marketing e ter uma vida emocional equilibrada. Respeito muito minha noite de sono. Para desacelerar, de novo, foco na minha respiração. Gosto de me perceber no momento, como estou deitado, onde estou deitado, como é a sensação do meu corpo na cama. Isso tudo me traz muito para o presente e evita que minha cabeça fique vagando por sei lá onde.

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