Catrin Davies/Foto: Lucas Landau

Por Gabriel Weil

O site de previsão de tendências WGSN realiza palestras nas temporadas de moda, falando sobre o que está por vir. A inglesa Catrin Davies, editora de viagem e artes, falou nesta quinta-feira (12.01) de Fashion Rio. Depois da palestra, ela contou à Harper´s Bazaar o que mais gostou no evento.

“É bem doce, mas eu adoro porque é brasileiro”, foi seu parecer sobre o brigadeiro que experimentava. Catrin identificou uma maneira única de adaptar tendências de inverno a um clima que não comporta roupas de frio. “As tendências não se traduzem da mesma maneira”, explicou.

Ela apontou como a Coven e a Cantão apresentaram tricôs acessíveis, que tinham característica de inverno, sem serem pesados ou quentes demais. Ela também falou de como a Alessa trabalhou com bom humor, materiais leves com uma estampa em Trompe l´Oeil de tapeçaria, diretamente associadas a frio, aplicadas a jérseis, material melhor adaptado ao clima do Rio.

Ela também falou sobre como os estilistas têm trabalhado bem uma das tendências previstas pela WGSN, o Futurismo Tribal; a mistura de influências étnicas diversas que resulta em um visual jamais visto, “uma nova tribo”. Catrin gostou do trabalho de mix de culturas feito pela Alessa e Cantão. “Esse tipo de trabalho é perfeito para coleções tipo Resort”, ela adiciona.

O vermelho escarlate foi a cor tendência que ela viu com maior força em vários desfiles.

A beleza nas passarelas também surpreendeu a editora inglesa. Ela não esperava ver makes desfeitos, naturais ou quase inexistentes, como muitos dos que vimos na temporada. “Esse é um visual bem londrino que é diferente do que eu esperava ver por aqui”.

Ela conclui que esse jogo de cintura para adaptar tendências, com corpos confiantemente revelados, um colorido atípico para a estação e um trabalho de refinamento de artesanato e materiais rústicos transformados em luxo, são o que o Brasil tem a oferecer de melhor para o mundo.