Na década de 1930, a Van Cleef & Arpels criou e patenteou a técnica conhecida como Serti Mystérieux, em que as pedras são encaixadas de modo que não se enxergue o metal. A técnica é utilizada na asa da joaninha do broche Coccinelle Mystérieuse, uma das peças da nova coleção Palais de la Chance - Foto: Divulgação

Estreou esta semana, no museu Les Arts Décoratifs, em Paris, a exposição L’Art de la Haute Joaillerie, retrospectiva que comemora 106 anos da joalheria Van Cleef & Arpels. Estão expostas 400 peças, ao lado de documentos e desenhos que marcaram a história das joias. Além do amor entre os fundadores Estelle Arpels e Alfred Van Cleef, que rendeu coleções e peças icônicas, como as que o duque de Windsor encomendava para Wallis Simpson, a Van Cleef também bebeu na fonte da fauna e da flora, criando, entre outras peças, colares, broches, pulseiras e brincos com o tema.

Da década de 1920, quando a joalheria passou a ser símbolo de elegância e sofisticação, a mostra traz a linha Egyptian, com broches e pulseiras que fazem referência à arte do Egito antigo. Grande tendência do início do século 20, tem escaravelhos, esfinges e flores de lótus feitas com esmeraldas, rubis, safiras, diamantes e ônix cravados.

Zíper de luxo O primeiro colar Zip foi feito em 1951. A ideia sugerida pela duquesa de Windsor era que ele pudesse fechar totalmente até se transformar em uma pulseira - Foto: Divulgação

Outro destaque é a técnica Serti Mystérieux (montagem misteriosa), patenteada pela marca, na qual a disposição das pedras é feita de forma que o metal não aparece. Uma das primeiras peças fabricadas usando esse know-how foi a dupla de broches Pivoine, em 1937, que consiste numa peônia aberta e outra fechada com 706 rubis e 239 diamantes. E não poderia faltar o colar Zip, encomenda de 1938 feita pela duquesa de Windsor e só lançada em 1951, quando a marca conseguiu que o zíper de ouro, quando fechado, virasse uma pulseira. As comemorações não param por aí.

Broche Aquarius - Foto: Divulgação

Desde o início dos anos 2000, a Van Cleef & Arpels desenvolve, anualmente, uma coleção de alta joalheria. Este ano, o tema é Palais de la Chance (Palácio da Sorte), com figuras como estrelas e elementos da natureza, como pássaros. Parte da coleção traz os signos do zodíaco – na imagem acima.

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