Joseph Altuzarra posa com looks de inspiração gipsy de sua elogiada coleção de inverno 2012 - Foto: Reprodução/Harper's Bazaar

Joseph Altuzarra esteve no Brasil em outubro de 2012, entre outras atividades, o estilista participou de um bate-papo realizado na FAAP, ao lado do vice-presidente global de treinamento de artistas e desenvolvimento de maquiagem artística da marca.

Aos 29 anos, nascido em Paris e radicado em Nova York, Altuzarra está no radar do mundo fashion desde sua humilde estreia, em 2008 – uma apresentação com 12 looks em que havia mais modelos do que pares de sapatos disponíveis. Desde então, ele ganhou dois prêmios do Council of Fashion Designers of America (CFDA) para moda feminina, criou uma coleção-cápsula para a gigante americana de sportswear J Crew e conquistou renome e sucesso comercial mundialmente – tudo isso sem qualquer estudo formal de moda.

Das criações em patchwork de couro, inspiradas em Tim Burton e mostradas na coleção de inverno 2010, aos casacos exagerados e estampas xadrezes em estilo grunge da temporada de inverno seguinte, Altuzarra tem a capacidade camaleônica de apresentar uma visão radicalmente nova a cada desfile. Esse talento conquistou a elite da moda, mas, na atual temporada, a marca finalmente deixou de ser um segredo para iniciados e se transformou em fenômeno.

Três looks da passarela de inverno 2012 de Altuzarra - Fotos: Getty Images

Inspirada no personagem Corto Maltese, o marinheiro cigano que protagonizava histórias em quadrinhos nos anos 60, a coleção de inverno 2012 de Altuzarra alia detalhes excêntricos a cortes clássicos, numa mistura que se tornou marca registrada do estilista. Na passarela, viu-se também uma certa descontração decadente, ressaltada pelos vestidos de tricô bordados com moedas que tilintavam ao som da música durante a semana de moda de Nova York, em fevereiro.

“Essa coleção foi um marco para mim”, explica o estilista em conversa no seu ateliê, em Manhattan: entre o restaurante The Smile e a butique Opening Ceremony. “Foi a mais representativa da marca. O conceito era forte e apresentei peças que fazem a mulher pensar: ‘quero usar isso até morrer’. Essas características são marcas de casas atemporais que me inspiram, como a Céline.”