Fernando Schnerocke - Foto: Instagram
Fernando Schnerocke – Foto: Instagram

Na 45ª edição da SPFW, que tem início neste sábado (21.04), no Parque do Ibirapuera, uma das grandes promessas é o modelo Fernando Schnerocke (WAY Model).

Foto: Divulgação
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Nascido em Santa Maria de Jetibá, no interior do Espírito Santo, Fernando deixou o trabalho na roça, onde cuidava de animais e do plantio de grãos e hortaliças. Hoje, aos 24 anos, ele faz sucesso nas passarelas e coleciona trabalhos para marcas como Alexandre Herchcovitch, Ellus e Amir Slama.

Bazaar bateu um papo com o modelo sobre seu início de carreira, sonhos e estreia na semana de moda paulistana. Confira:

 

Como se tornou modelo?

Eu tinha 15 anos de idade quando estava com meus pais em um festival de música na minha cidade. Estávamos esperando o show começar quando um olheiro me abordou. Eu era bem “menino da roça” (risos). Ele começou a falar com meus pais sobre o potencial que eu tinha para o mercado… Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo! Fiquei muito empolgado, pois era uma possibilidade de mudar a minha realidade.

 

Esse era seu sonho? Pensava ser modelo?

Eu me imaginava fazendo outras coisas, como trabalhando no sítio ou no comércio da minha cidade. Pensava em estudar e seguir outra carreira… Nunca tinha pensado ser modelo.

 

Foto: Divulgação
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Quais seus maiores trabalhos?

Tive trabalhos que me marcaram muito. O primeiro deles foi um editorial que fotografei para a FFW MAG, com o Paulo Martinez e o Fábio Bartelt. Foi uma edição fotografada em Belém do Pará, retratando a região. As fotos ficaram lindas! Também fiquei muito realizado na primeira vez que desfilei na SPFW. Era o desfile da Ellus Second Floor. Imagina só… estrear na SPFW com um monte de holofotes em cima de você… Eu estava com o coração saltando no peito de tanta emoção!

 

Quais seus maiores sonhos?

Sentir-me feliz com a minha vida.

 

Qual sua expectativa de estar na passarela da SPFW?

É sempre uma grande expectativa. É o evento de moda mais importante do Brasil, então agita todo o mercado. A maior expectativa é ter a oportunidade de trabalhar para marcas tão respeitadas.

 

Quais trabalhos você fazia na fazenda?

No início, eu fazia as tarefas mais simples, como alimentar as galinhas, patos e porcos com ração, além de soltar as vacas para o pasto. Assim que fui amadurecendo e ficando mais forte, meus pais me ensinaram a plantar e cuidar da lavoura. Tínhamos de abrir a terra com a enxada, pôr adubo, jogar as sementes e cobri-las com terra, de forma bem ligeira. Plantávamos milho, feijão, batatas, tomates e hortaliças, além da lavoura de café e de exterminar ervas daninhas. Por fim, colhia o que era produzido. Sempre fazíamos tudo juntos, em família.

 

Sente saudades da vida na natureza?

É uma vida mais tranquila, bastante diferente do ritmo acelerado da cidade. É terapêutico estar rodeado pela natureza, observando a sua dinâmica. Ter a presença de animais e pássaros silvestres, o contato com a terra, alimentos frescos cultivados na propriedade… é um privilégio. Mas são coisas diferentes. A cidade também é muito boa. Sou muito feliz e agradecido por ter a oportunidade de desenvolver esse trabalho que faço agora, que me permitiu tantas conquistas e aprendizados. Quando sinto falta da natureza, tiro um tempo e passo com minha família lá na minha terra.