Foto: Divulgação
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Com o mundo cada vez mais mais acelerado e disruptivo digitalmente, luxo significa encontrar tempo para colaborar com o outro em meio a todas as outras atividades do dia a dia, na opinião de Juliana Mansur, diretora criativa da Undertop, que dezembro finaliza a segunda turma do projeto Mulheres Reais.

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A proposta, que começou por acaso, após uma campanha para a marca com as próprias funcionárias do escritório, reúne, a cada seis meses, profissionais voluntários de vários setores e a mentoria da própria Juliana, que não pensa duas vezes antes de se deslocar até o centro de São Paulo para comprar kits de maquiagem para as participantes. “Estamos transformando vidas e isso virou um propósito para a marca”, diz ela.

Era 2017, quando a estilista convidou a equipe feminina da empresa para posar para um catálogo. “Notei que isso contribuiu para o público se enxergar e descobrir sua própria beleza. Então, quis ampliar a abordagem”, conta Juliana, que, na sequência, fez parceria com a ONG Nova Mulher, da comunidade Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. “A proposta é trabalhar empreendedorismo, inclusive digital, e autoestima.”

Foto: Reprodução/Instargram/@under.top
Foto: Reprodução/Instargram/@under.top

Nos encontros mensais, entram em pauta temas que vão de energia quântica a noções de gerenciamento financeiro. “Ao final do curso, elas se sentem confiantes para dar um passo à frente em suas atividades profissionais”, analisa. Em outubro, Juliana fez exposição e exibição do filme com depoimentos das dez mulheres que integraram a primeira turma. “Hoje, vejo que o maior problema no País é a desigualdade socioeconômica, que impõe barreiras inclusive psicológicas”, explica.

Juliana criou a Undertop em 2016, focando em tops e bodies, depois de observar uma lacuna no mercado, e acabou diversificando os produtos em torno deles. “Meus complementos são saias e quimonos, por exemplo, para compor um look”, explica. A partir dos produtos que estão nas araras, ela quer estabelecer outra parceria no próximo ano. Desta vez, com as clientes. “O retorno de uma peça antiga valerá desconto de 30% na compra de um item novo e vamos lançar a linha Basics, de clássicos com preços reduzidos, além de um endereço de outlet.”

Também foi unindo forças que a marca foi parar na semana de moda de Nova York, integrando o desfile coletivo da Flying Solo. Juliana havia lançado a Undertop há poucos meses, em 2016, quando conquistou a multimarcas norte-americana com seus tops e bodies. Em fevereiro, ela retornará à passarela para apresentar a coleção Narcisus, inspirada no ato de olhar para o espelho e enxergar a si mesmo, que tem tudo a ver com as experiências no Mulheres Reais.

Antes da virada do ano, a diretora criativa aposta na coleção de réveillon, que veio forte em transparências e brilhos, e na primeira safra de bolsas, collab com a Volta Ateliê, da designer Fernanda Daudt. As quatro versões da bucket metalizada foram feitas em parceria com a Associação Suri e a ONG mineira ProReis, que presta auxílio a mulheres vítimas de violência doméstica e ex-presidiárias. Compartilhar e colaborar, definitivamente, estão na pauta do novo luxo.

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