Kaya Scodelario - Foto: Divulgação
Kaya Scodelario – Foto: Divulgação

Kaya Scodelario e o marido, o comediante Benjamin Walker, ainda estavam no começo da paixão quando ele a presenteou com uma pulseira “Love” de Cartier, em ouro rosé, em um Natal. Era a pista de que o relacionamento era para valer. Quando o filho do casal nasceu, voltou a presenteá-la com a mesma joia, mas em platina.

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São por essas ocasiões inesquecíveis que a joalheria francesa tem lugar especial no coração da atriz inglesa, que é filha de mãe brasileira. Tanto, que Kaya não pensou duas vezes quando foi convidada para ser a embaixadora da nova coleção, “Clash”. Inicialmente apresentada durante a última semana de moda de Paris, a linha que desembarcou recentemente por aqui tem a missão de se tornar um novo clássico da casa, fundada em 1847 por Louis-François Cartier, ao lado de duas outras coleções poderosas: “Love”, lançada em 1969 e sucesso até hoje, a “Juste un Clou”, de 1971, relançada em 2012, além do relógio “Panthère”, de 1983, que retornou há dois anos.

“Clash” também tem a missão de ser o reflexo do mundo contemporâneo. É por isso que as seis joias que formam a coleção transitam entre o punk e a delicadeza, ousadia e minimalismo – e também são, ao mesmo tempo, femininas e sem gênero. Esse jogo de opostos aparece no visual formado por pequenos spikes que a marca chama de picots e que exibem movimento sutil, além de contas e tachas quadradas, com acabamento primoroso.

São minúcias que exigem empenho dos artesãos – o anel, por exemplo, pede 52 horas de dedicação. Já o fecho invisível da pulseira convida a não tirá-la do braço. O desafio de Kaya foi dar vida a essa mistura de códigos e atitudes que fica evidente na campanha pela dupla personalidade da personagem, ora uma garota clássica, ora uma rocker rebelde.

“A ideia era de que algo pode ser forte e feroz, mas também suave, fluido e gentil. Isso realmente fazia sentido para mim”, conta a atriz da série “Spinning Out” e do filme “Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile”, ambos com lançamento pela Netflix ainda este ano, além do terror “Predadores Assassinos”, previsto para estrear no próximo mês.

“Acho que é importante ser sempre desafiada. Adoro aprender, adoro trabalhar.” Kaya conta que ama as pulseiras “Clash” – que ela usa com suas duas “Love” -, mas que suas peças preferidas são as argolas. “Aliás, sou obcecada por esse formato desde pequena, porque me faz sentir corajosa, divertida e livre”, afirma.

O gosto pelas joias veio da mãe, e suas primeiras joias foram as abotoaduras que pertenceram ao pai, que ela ganhou logo após a morte dele. Na sequência vieram os itens presenteados pelo marido. “E minha aquisição inicial foi um clássico relógio Tank de ouro”, conta.

É a primeira vez que a atriz colabora com uma marca. “Sempre quis esperar por uma parceria que significasse algo pessoal, em que eu acreditasse”, afirma, ressaltando que, logo no primeiro encontro com a equipe, a Cartier deixou claro que gostaria de celebrar seus dois lados – ela é mezzo britânica, mezzo brasileira. “Isso tocou meu coração, porque nunca cheguei a comemorar meu lado sul-americano publicamente antes”, diz ela, que cresceu na Inglaterra, mas foi criada sozinha pela mãe. “Então, minha cultura é muito mais brasileira do que britânica”, explica Kaya, que fala português fluentemente, adora cozinhar pratos daqui, se diz superfamília e planeja trazer o filho de dois anos e meio ao País pela primeira vez este ano.

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