Livro revela segredos sobre a relação da rainha Elizabeth com a moda

Há mais história por trás dos looks monocromáticos

by Marcela Palhão
A rainha em 1953 - Foto: Getty Images

A rainha em 1953 – Foto: Getty Images

Basta Kate Middleton ou Meghan Markle usarem uma peça de roupa – ou até mesmo vestir seus filhos com uma – para ela esgotar nas lojas. Sites e veículos se desdobram para descobrir o que elas estão usando e os significados por trás de cada peça escolhida: mensagens de sustentabilidade, diplomacia, apoio à indústria de moda britânica, entre outros.

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Podemos pensar que esse movimento acontece por conta da internet ou pela presença da realeza no Instagram. Mas a verdade é que a influência fashion dos membros da família real britânica acontece há muitos anos. Antes da chegada das duas duquesas, a família Windsor já sabia do impacto que suas roupas poderiam ter e como poderiam ser efetivas se usadas para comunicar algo.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Apesar de parecer fechada e apegada a tradições, a rainha Elizabeth foi quem abriu o caminho para que as outras gerações pudessem usar a moda como maneira de se comunicar. A prova disso está no livro “The Other Side of the Coin: the Queen, the Dresser and the Wardrobe”, escrito por Angela Kelly, uma espécie de biografia que conta uma história por meio de roupas – e, claramente algumas fofocas, como a dica de polir diamantes com gim e água, ou que a sra. Kelly usa os sapatos da rainha antes dela para laceá-los.

O vestido de noiva de Elizabeth II - Foto: Getty Images

O vestido de noiva de Elizabeth II – Foto: Getty Images

Angela Kelly, que se tornou responsável pelas roupas da rainha Elizabeth há 25 anos e, desde então, foi nomeada Conselheira Pessoal e Curadora de Vossa Majestade, foi muito cuidadosa ao relatar a maneira como uma mulher que herdou uma série de protocolos e expectativas foi aos poucos mudando seu formato ao longo do tempo. O fato de Kelly ter recebido um título real é apenas uma das provas de como cada peça de roupa da rainha é tratado como um artefato histórico.

O livro revela que a rainha troca de roupa até cinco vezes ao dia e que o time responsável por seu guarda-roupa tem nove integrantes, incluindo três assistentes e uma pessoa responsável apenas pelos chapéus.

Foto: Getty Images

Rainha Elizabeth em visita ao Canadá – Foto: Getty Images

Não é nenhuma novidade que a avó de William e Harry tende a se vestir com roupas chamativas e adora um conjuntinho monocromático. Mas suas questões vão além dessas informações. Diplomacia fashion está constantemente presente nas escolhas da rainha, como, por exemplo, o vestido bordado com folhas de bordo que usou em uma visita ao Canadá, em 2010; ou a peça estampada de trevos de uma viagem a Dublin, em 2011 – ambas folhas símbolos dos respectivos países.

Blazer + saia: look que a rainha usa até hoje - Foto: Getty Images

Blazer + saia: look que a rainha usa até hoje – Foto: Getty Images

Outra informação contada no livro é que a rainha usa a mesma peça pelo menos três vezes depois de Kelly e seu time a terem modificado para outros momentos. Muitas vezes, a equipe cria as roupas a partir de tecidos que ela ganhou de presente de dignatários, ou que estavam guardados há anos. O vestuário da rainha passou por outra alteração neste ano, quando a majestade, aos 93 anos, decidiu não usar mais artigos com pele.

Angela Kelly recebeu autorização da rainha Elizabeth para compartilhar estas e outras histórias, como o dia em que convenceu a majestade a usar um chapéu ao contrário para que não escondesse seu rosto, durante uma visita à Kuala Lumpur, em 1989. Parece que Meghan e Kate apenas herdaram a rebeldia da matriarca da família.

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