Foto: Getty Images
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Por Luigi Torre

As expectativas eram altas para a primeira coleção feminina de Jonathan Anderson para Loewe. Alguns diziam que era o desfile mais aguardado da temporada. Na manhã desta sexta-feira (26/09), nos jardins da UNESCO, em Paris, a ansiedade chegou ao fim. E quase que literalmente. Na passarela, formas simples e afastadas do corpo em peças, que misturavam tricô de aparência rústica e natural com o couro, carro-chefe da marca espanhola. Uma versão mais sofisticada dos experimentos com formas e proporções pelos quais o etilista britânico ficou conhecido na semana de moda de Londres, com sua própria grife.

Em junho, Anderson já havia dado uma prévia de sua visão para a marca com a coleção masculina. Mais do que uma lançadora de tendência sazonias, a ideia aqui é a oferecer um guarda-roupa real, possível e duradouro. Em outras palavras, vender um estilo de vida – e não só roupas (as quais já estão à venda em algumas lojas da marca e no net-a-porter). Faz sentido, então, o foco na silhueta relaxada (superdesejável) e o trabalho em básicos atualizados através de modelagens e construções algo inusitadas e fora do comum. Bem como as várias bolsas, quase sempre grandes em proporções bastante práticas. Já algumas decorações, como os apliques de folhas, algumas formas muito envoltas ao corpo, já não fazem tanto sentido. Se distanciam da realidade a qual o estilista tanto almeja.