Foto: Getty Images
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Por Luigi Torre

Convidados eram recebidos com a música-tema de Contatos Imediatos de Terceiro Grau, filme de Steven Spielberg de 1977. O ambiente lembrava uma espaçonave obscura, com pequenos feixes de luz sobre a passarela e projeções de cabeças sobre algumas paredes e pilares. Mas não se deixe levar pelo futurismo sci-fi que Nicolas Ghesquière tanto gosta, o que o novo diretor de criação da Louis Vuitton coloca na passarela tem conexão direta e expressão com a mais pura realidade e com o presente.

Assim como no resort 2015, os anos 1970 dão o tom para a coleção: jeans de cintura alta em modelagem ampla, vestidos acinturados com um incrível trabalho de textura tipo renda, babados, saias e vestidos de couro, levemente evasê, botas no joelho, calças, vestidos e blusas de veludo com motivos art noveau.

Qualquer nostalgia é eliminada pela abordagem tecno-artesanal. Pode-se sentir o perfume 70’s, mas é difícil apontar com precisão o ponto de partida de cada referência.

Vem daí, aliás, parte do sucesso do trabalho de Ghesquière à frente da maison. Apresentar o supermoderno, de modo familiar. Achamos que entendemos aquelas peças pela sua aparência básica, que se conecta rapidamente com nossos mais cotidianos desejos de moda. Porém, à distância dificilmente entendemos sua complexidade técnica. Algo que pede por uma relação mais íntima e pessoa com a roupa. Novas formas da exclusividade do mercado de luxo.

Clique em nossa galeria para ver look selecionados da passarela de verão 2015 da grife, em desfile realizado nesta quarta-feira (01.10), na semana de moda de Paris:

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