Campanha de verão 2013 da Louis Vuitton: quadriculados mil.  Foto: divulgação
Campanha de verão 2013 da Louis Vuitton: quadriculados mil. Foto: divulgação

O Tribunal Geral da União Europeia confirmou uma decisão anterior da Primeira Câmara de Recurso do Instituto de Harmonização do Mercado Interno (IHMI) negando o direito da Louis Vuitton sobre a estampa xadrez, alegando que esse tipo de padronagem é muito comum para que seja propriedade de uma única marca.

“O padrão de xadrez, como representado pela marca, era uma característica básica e banal composta por elementos muito simples, e esse recurso é utilizado com finalidade decorativa em vários produtos. Na ausência de características capazes de distinguir outras representações de tabuleiros de xadrez, não foi capaz de cumprir a ‘identificação’ essencial ou função ‘origem’ de uma marca”, diz o IHMI em comunicado oficial, deixando claro que o xadrez não pode ser uma propriedade particular.

A batalha jurídica pela estampa começou em 2008, quando a Louis Vuitton tentou registrar o xadrez e, no ano seguinte, uma marca alemã entrou com um pedido de anulação da ação, concedido em 2011. A maison ainda não se manifestou sobre o fato.

Está decidido, então, que o padrão, utilizado ao extremo no desfile de verão 2013, com cenário criado por Daniel Buren, que colocou quatro escadas rolantes e um tablado gigante para que o até então diretor criativo, Marc Jacobs, realizasse o desfile é de todos.

Quatro looks da coleção de verão 2013. Fotos: divulgação
Quatro looks da coleção de verão 2013. Fotos: divulgação