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Morreu no início desta madrugada (24.02), aos 56 anos, a empresária Eliana Tranchesi. A consultora geral da Daslu estava internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Eliana não resistiu ao câncer contra o qual lutava desde 2006 e que acabou por afastá-la do comando da Daslu.

A loja foi herança de sua mãe, Lucia Piva, que a fundou no fim dos anos 50, quando Eliana tinha apenas um ano de idade. Sob os cuidados de Tranchesi, a grife se tornou um dos maiores centros de luxo do Brasil, trazendo pela primeira vez para o País marcas como Chanel, Gucci, Prada e Dolce & Gabbana, entre muitas outras.

Leia aqui o comunicado oficial da Daslu, além dos comentários do time da Bazaar e de outras personalidades:

“É com imensa tristeza que a Daslu comunica o falecimento de Eliana Tranchesi, na noite desta sexta-feira (24/2/12), no Hospital Albert Einstein em São Paulo. Com sua personalidade marcante, Eliana esteve a frente de seu tempo, conduziu a Daslu por muitos anos de sua vida com profissionalismo, espírito pioneiro e paixão acima de tudo.

Transformou o pequeno espaço de algumas casas reunidas na Vila Nova Conceição, da loja criada por sua mãe Lucia Piva de Albuquerque e Lourdes Aranha, na maior referência do mercado de luxo no Brasil, o que hoje é a Daslu. Criou o “estilo Daslu”, a identidade tão forte desta marca que se preserva ao longo dos seus 54 anos de atividades; exclusividade, seleção única de produto e atendimento.

Eliana deixou a todos os colaboradores da Daslu um legado de dedicação absoluta e de profissionalismo e, ao longo destes anos, treinou e preparou aos gestores, que, desde já tempo estão dando continuidade ao seu trabalho. Recentemente, teve um papel fundamental, que cumpriu com excelência, que foi o da transição para a nova gestão da marca Daslu.

Eliana lutava contra um câncer de pulmão desde 2006, com a cabeça erguida, muita força e perseverança. Deixa três filhos e saudades eternas naqueles que tiveram o privilégio de conviver com ela. Hoje, todas as lojas da Daslu (São Paulo – Shopping Cidade Jardim e Rio de Janeiro – Fashion Mall) estarão fechadas. A marca continuará o seu trabalho daqui em diante, sempre movidos pela lembrança de sua garra e seus sonhos. Descanse em paz.”

“Ela ia a todos os desfiles, sentava na primeira fila e era recebida nos melhores showrooms do mundo, numa época em que o termo BRICs sequer existia e o Brasil estava bem longe de estar no mapa de países importantes para o consumo de moda de luxo. Sem dúvida, teve papel fundamental na abertura de um mercado que hoje está explodindo por aqui”, Maria Prata, diretora de redação da Harper’s Bazaar Brasil.

“Eliana foi uma das grandes responsáveis por introduzir um conceito de luxo no Brasil, além de ter criado e exportado um estilo de vida único de glamour nacional, que há muito tempo desperta o desejo dos estrangeiros de viverem essa experiência exclusiva. Uma mulher de visão, que já é considerada um ícone e deixará muitas saudades”, Patricia Carta.

“A morte de Eliana é um grande choque para a moda brasileira, por mais que já soubéssemos de seu estado frágil de saúde. Se hoje vivemos um boom no mercado de luxo, boa parte do crédito tem de ser dado à Daslu. O respeito adquirido pela boutique mundo afora só comprova a importância do trabalho realizado ao longo de mais de meio século”, Sylvain Justum.

“O que sempre me impressionou muito na Eliana era o fato de que uma pessoa tão competente, ocupada e importante, não só no mundo da moda, mas no universo empresarial em geral, tivesse tempo para ser tão respeitosa, atenciosa e carinhosa. A lembrança que vai ficar é de alguém que sempre me ajudou muito quando precisei.”, Flavia Lafer.

“Eliana era das pessoas que mais tinha fé em si mesma”, diz Nirlando Beirão, que estava, junto à empresária, organizando suas memórias para um livro.

“Muito, muito triste com a morte da minha querida Eliana Tranchesi…”, Isabella Fiorentino, pelo Twitter.

“Perdemos uma guerreira, uma mãe leoa, uma amiga fiel, estou muito triste e com saudade, força pra toda a família Tranchesi”, Preta Gil, pelo Twitter.

“Meu carinho a todos familiares da Eliana Tranchesi. Triste notícia de hoje.”, Didi Wagner, pelo Twitter.

“Eliana Tranchesi vai ficar na memória como uma batalhadora pela vida e pelos filhos. Leoa na vida e na morte. Saudades.”, Ana Maria Braga, pelo Twitter.

“Eliana tinha foco total nas suas clientes/amigas; conhecia pessoalmente cada uma delas e sabia exatamente o tipo de vida que levavam, o tipo de lugares que frequentavam, as festas que iam. Desse modo enchia sua loja com tudo que essa pessoa precisasse ou pudesse querer. Ela conhecia seus gostos, suas necessidades, seus desejos. E virava o mundo para satisfazê-la. Ela descobriu antes de todo mundo que uma loja maravilhosa é aquela que dá à cliente uma experiência de encantamento que ela nem sabia que queria….E foi isso que ela fez a Daslu ser.”, Gloria Kalil, em seu site.

“Estou muito muito triste hoje! A Eliana foi uma pioneira e um exemplo para uma geração de mulheres que estavam começando a se libertar através do trabalho. Ela deixa um enorme saudades entre nos!”, Candy Brown, pelo Facebook.

“R.I.P. Eliana, uma grande visionária, que ensinou a tantos nós, um novo olhar de moda, de lifestyle, transformada em comércio, uma inovadora , que levou o Brasil a estar na Moda lá fora, muito antes dele estar.”, Adriana Bittencourt.

“Muito triste, já com saudades desta grande mulher”, Vivi Mascaro, pelo Facebook

“Mme Tranchesi fez de mim o que sou. Foi minha principal escola. Obrigado por tudo Eliana!!!”, Sandro Barros.

“Sentirei muitas saudades da minha amiga”, Matheus Mazzafera, pelo Facebook.

Haverá uma missa no cemitério do Morumbi, hoje às 14h, seguido do enterro, às 15h.