Isabelle Gex com look all Fendi – Foto: Arthur Vahia/SiteRG
Isabelle Gex com look all Fendi – Foto: Arthur Vahia/SiteRG

Por Sylvain Justum

A diretora global da divisão de perfumes da Fendi, Isabelle Gex, esteve em São Paulo para o lançamento da fragrância L’ Acquarossa, na loja da grife, no shopping Cidade Jardim. Conversamos com ela sobre mulheres, italianas e brasileiras, o mundo do luxo, vida real e, claro, sobre o novo perfume.

Isabelle é parisiense, esbanja simpatia, tem a desenvoltura e a elegância natural das mulheres francesas, que sabem adaptar um vestido preto como look certo para qualquer ocasião. Ok, o seu, ontem, era Fendi, e ela o arrematou com as sandálias de faixas coloridas que já se tornaram hit da grife italiana, mas tudo era très naturel. Isabelle diz que teve vontade de criar “a” fragrância da mulher italiana, assim como as francesas e as americanas já têm a sua. Detalhe curioso: em 2007, um ato de vandalismo tingiu de vermelho as águas da Fontana di Trevi, em Roma, símbolo italiano restaurado com incentivo da Fendi, que tem sede na cidade. Se serviu de inspiração para L’Acquarossa? Isabelle afirma que o episódio não teve relação com a criação do perfume.

“O aroma evoca cheiros frescos da manhã, do nascer do sol. É uma fragrância marcante, nada de muito delicado e romântico. O vermelho remete à paixão e à latinidade da mulher italiana. São características comuns à brasileira também, talvez por isso a empatia com o perfume seja tão grande por aqui”, explica. Ela revela que as brasileiras já compravam loucamente o L’Acquarossa nas perfumarias europeias, por isso o investimento de lança-lo aqui, no evento que trouxe Isabelle ao País pela quarta vez.

“Sempre vim a trabalho, mas tenho alguns bons amigos aqui no Brasil que me levaram a Paraty e me fizeram visitar lugares fora do circuito do luxo. Fomos ao restaurante Spot, mas também a galerias de arte alternativas, bares badalados  e outros com frequência da turma do grafite”, conta a executiva, que se revelou uma autêntica adepta do hi-lo. “Temos a sorte de frequentar um nicho privilegiado, mas a vida não é só isso. O Brasil não se resume aos Jardins. É preciso se manter conectado com a vida real; gosto de sair da bolha de vez em quando, até para dar mais valor ao que meu trabalho me proporciona.” Boa, Isabelle!