Foto: Reprodução/Instagram/@tiffanyandco

O acordo da LVMH para comprar a joalheria Tiffany, anunciado como o maior negócio de todos os tempos no universo da joalheria, não irá adiante, disse o conglomerado nesta quarta-feira (09.09). A LVMH citou como motivo desenvolvimentos recentes, incluindo crescentes tensões comerciais com os EUA.

A empresa disse que recebeu um pedido do Ministério das Relações Exteriores da França para adiar a aquisição de US$ 16 bilhões em 6 de janeiro, por conta da ameaça dos EUA de impor tarifas sobre uma variedade de produtos franceses e europeus.

A LVMH disse que a Tiffany também pediu para adiar o fechamento do negócio até 31 de dezembro, após o prazo final de 24 de novembro acordado na aquisição.

A Tiffany processa a LVMH em um tribunal de Delaware por atrasos no negócio, alegando que a empresa francesa controlada pelo bilionário Bernard Arnault deliberadamente paralisou as aprovações regulatórias em um esforço para renegociar o preço de aquisição.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou aumentar os impostos sobre as importações de produtos franceses e europeus em retaliação aos subsídios do governo ao fabricante de aviões Airbus. As tensões também aumentaram com as tentativas da UE de taxar as receitas dos gigantes americanos da tecnologia.

A LVMH negociou seu acordo para adquirir a Tiffany em novembro de 2019, antes que a pandemia de coronavírus atrapalhasse as vendas de varejo e luxo em todo o mundo.