Como transformar uma libélula e enzimas vistas no microscópio em uma coleção? Katia Wille tem a resposta. Neste verão, a chefe do núcleo criativo da Maria Bonita Extra explora a metamorfose do inseto em suas diferentes fases e formas, assim como o desenho orgânico conseguido com a proteína, para conseguir as formas estruturadas de seus múltiplos vestidinhos e o splash de cores das deliciosas estampas. Tudo é muito curto, do tubinho de shape abajur aos saiotes godê, alternando estrutura e fluidez sem perder a alma girlie.

Calças de cintura alta, pernas cigarrete e volume discreto nos quadris – às vezes formando dobraduras, um perigo mais as mulheres com mais culote… – revezam com as hot pants o papel de coadjuvante em meio a tantos vestidos. Nos tops, camisas ladylike, com laçarote e tudo, ou peças mais estruturadas, até com leves proeminências nos ombros. A cartela é elétrica. Passeia por pink, limão e outros tons cítricos, ora em simpática monocromia, ora no não menos delicioso clash de prints abstratos, como que saídos diretamente do laboratório. Para compensar, pesadas meias-patas nos pés. A nova fase de criação da Extra vai ganhando estofo, e o belo resultado visto hoje deixa prever caminhos floridos para a marca, que não deixou a peteca cair com as recentes mudanças.

O melhor look: O tubinho de estampa enzimática multicolorida e volume de dobradura no quadril, desfilado por Alicia Kuczman

A cara da coleção: Pernas para que te quero! Comprimentos míni para encarar o verão de forma delicadamente sexy