Martin – Foto: Divulgação

A marca Martins, do estilista Tom Martins, estreou sua coleção de inverno 2022 na edição número 52 do São Paulo Fashion Week. Como de praxe, a etiqueta entregou modelagens largas e grandes com um mix de cores já conhecido pelos consumidores.

Em entrevista à Bazaar, o designer contou que a principal inspiração foi o folclore brasileiro. “Algumas lendas do folclore do Brasil, como Iara, Boitatá, Mula Sem Cabeça e Saci-Pererê, foram norte central das roupas”, contou.

As peças navegam entre tricolines estampadas, jeans em estado “bruto”, plissados em cores vibrantes e também estampados, pelúcias, crepes de seda pura e jacquards com motivos florais. Algumas peças são bordadas manualmente com paetês em escama de peixe.

Veja na galeria 10 looks que amamos da Martins e abaixo a entrevista na íntegra com o estilista Tom Martins

Quais foram as principais inspirações para a criação da coleção?

Algumas lendas do folclore brasileiro como Iara, Boitatá, Mula Sem Cabeça e Saci-Pererê, o Documentário Grey Gardens de 1975, a forma Teatral Kabuki e uma parte da obra do francês Yves Klein.

Como você descreveria a coleção?

Tudo que atravessa o meu cotidiano criativo, pois como um radar, sempre estou atento aos movimentos que me cercam. Como um dos meus documentários preferidos (Grey Gargens) que resolvi resgatar como inspiração da coleção pela mistura inusitada entre tapeçarias, estampas e o styling impecável das figuras Eddie e Little Eddie. O lançamento da série nacional Cidade Invisível, produzida pelo Netflix, me reaproximou das lendas do folclore brasileiro, que despertavam meu universo lúdico durante a infância e  que me trouxe a ideia de trabalhar minhas quatro lendas preferidas: Iara, Saci, Boitatá e Mula sem Cabeça. E ainda dentro do raio desse meu radar ainda tem os restaurantes asiáticos do bairro onde moro, Bom Retiro, que me trouxeram a idéia de trabalhar as ilustrações de Kabuki, uma forma de teatro milenar presente na cultura japonesa. E por fim, um livro de Yves Klein que ganhei de uma amiga, e que me trouxe o desejo de utilizar a obra Vênus tanto como uma das cores da coleção como também uma das estampas que mais gosto.

Quais os materiais utilizados?

Tricolines estampadas (nosso forte atualmente), jeans em estado “bruto”, plissados em cores vibrantes e também estampados, pelúcias, crepes de seda pura e jacquards com motivos florais. Algumas peças são bordadas manualmente com paetês em escama de peixe.

Qual é a paleta de cores dominante?

Verde, laranja, vermelho, rosa, preto, roxo, e claro o azul Klein.

Como foi o processo de criação do vídeo?

Eu gosto de apresentações simples, em que a roupa se sobressai. Escolhemos o formato passarela, fundo branco, luz clara, onde todos os detalhes podem ser vistos com clareza.

Em um momento em que a vida social começa a ser retomada, em que situações você imagina os consumidores utilizando as peças? Como esse momento influenciou suas criações?

A etiqueta sempre esteve ligada a um universo de celebração, pois as roupas carregam pluralidades em suas modelagens amplas, cores e estampas extravagantes e a mistura de materiais inusitados. Mas no fim, tudo se conecta dentro de uma atmosfera lúdica e divertida.