Por Luigi Torre

Sim, foram suas estampas digitais e hiperreais que lhe deram fama, mas seguir focado apenas em tal técnica é negligenciar a enorme evolução pela qual  Mary Katrantzou passou nos últimos anos. Em temporadas passadas, ela deixou a estamparia em segunda plano para explorar texturas, manipulação têxtil e construções com volumes e proporções mais elaboradas.

Agora, para o verão 2016, é como se juntasse todos esses estudos numa única é excelente coleção. Começa com vestidos soltinhos todos em camadas, em que o mix de estampas, bordados e babados lembram criaturas marinhas ou de outro planeta, mas sem que isso soe estranho ou sci-fi demais.

Afinal, a estilista grega radicada em Londres já tem uma clientela fiel que segue retornando a suas criações em busca de modelos de festa nada óbvios, mas sim muito sofisticados, bem como aqueles livres de estampas e mais estruturados que encerram a apresentação. Mas como não só de festa se faz a vida (infelizmente), ela dá outro passo além e oferece, no meio do caminho, boas opções mais simples,em material matelassado com efeito furta-cor, mas igualmente bem trabalhados nos detalhes.