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Maxibolsas: os acessórios de inverno 2018 são tamanho GG

Decoradas ou monocromáticas, as maxibolsas voltam às passarelas e mostram que estão além de um revival dos anos 2000

by Renata Brosina
Chanel - Foto: Divulgação

Chanel – Foto: Divulgação

Basta voltar apenas um ano para deparar com pequenas bolsas, nas mais diversas inspirações estéticas possíveis, arrancando suspiros nas salas de desfiles. Entre os hits, vale lembrar dos fofos porta-batons de metal apresentados no verão 2017 da Valentino, quando Pierpaolo Piccioli sugeriu o uso desse acessório extra, a tiracolo, e das minaudières em formato de robô que embalaram a coleção exibida em um cenário de data center da Chanel.

Foi uma espécie de resgate às bolsinhas usadas no período da Belle Époque, que atravessavam o corpo com uma corrente ou tira bem fina e, normalmente, eram feitas de tecido ou metal. Algumas tinham estruturas nada convencionais – como ostras, corações ou animais. O que carregar dentro? Um ou dois objetos, quando não apenas moedas. Lindas, mas nada práticas.

Balenciaga - Foto: Divulgação

Balenciaga – Foto: Divulgação

Na mesma temporada, Demna Gvasalia trouxe o oposto: maxissacolas de feira, com direito a listras e material feito de poliéster, para a passarela da Balenciaga. Inclusive, ele, ávido pelas inspirações das ruas europeias, usou as populares shopping bags Frakta azuis, da sueca Ikea, que custam US$ 0,99, como referência para desenvolver a versão deluxe, com assinatura da maison, à venda por US$ 2.145.

Até então, o espírito avant-garde do estilista georgiano deixou claro que as proporções mudariam a partir daí. E as mulheres agradeceriam. Sem dúvida, uma ótima oportunidade para trazer simplicidade à vida agitada de quem passa o dia fora de casa e precisa carregar itens essenciais.

Gucci - Foto: Divulgação

Gucci – Foto: Divulgação

Entre os nomes que não hesitaram em seguir o movimento, Alessandro Michele investiu na adaptação de uma das it-bags da Gucci, a Sylvie, para extra-extra-large, mostrando que a amplificação poderia ser o segredo para modernizar o visual maximalista do pre-fall 2017 – composto por meias coloridas, texturas impactantes, bordados e estampas de flores e felinos. Tudo em uma sintonia too much, mas de forma ousada e jovem.

Na semana de moda masculina do inverno 2017, a Louis Vuitton apresentou a capsule collection desenvolvida com a Supreme, que se tornou desejo absoluto, composta pela clássica Keepall Bandoulière 45, reinterpretada com fundo vermelho e aplicação do nome da marca norte-americana em branco.

A estética gigante e chamativa (no bom sentido da palavra) também marcou a britânica Burberry e a sua nova tote reversível The Giant, nos tamanhos médio e realmente grande, coberta pela padronagem xadrez, que traz características emblemáticas da sua tradição e deixa ainda mais distante a possibilidade de passar despercebida.

Fendi - Foto: Divulgação

Fendi – Foto: Divulgação

Em solo italiano, a Fendi deu à Peekaboo uma irmã mais velha, enorme e com logos, um resgate do que foram as bolsas dos anos 2000. A partir daí a tendência já estava consumada, principalmente nas ruas e vitrines. Ela poderia ser ajustada a qualquer shape.

Para o resort 2018, Tibi, Givenchy e Versace, entre outras, levaram o conceito para suas criações, destacando estruturas que vão da mala de viagem neutra à bucket bag ultracolorida esportiva, passando pela hobo monocromática.

Dior - Foto: Divulgação

Dior – Foto: Divulgação

Na Christian Dior, a diretora criativa Maria Grazia Chiuri, encantada pelos arquivos da maison francesa, escolheu o tecido Dior Oblique, desenvolvido na década de 1970, para dar o toque vintage à Dior Book Tote desfilada no Verão 2018. Outro ponto explorado por Chiuri foi o encontro da herança sofisticada da marca com a ideia de street couture, ao lado de itens tradicionais do guarda-roupa urbano, como o jeans.

Loewe - Foto: Divulgação

Loewe – Foto: Divulgação

Quase por unanimidade, o inverno 2018 promete opções amplas para todos os gostos. Jonathan Anderson elegeu a mochila all white, com bolsos externos volumosos, para uma proposta genderless e como mais um exemplo das suas criações que deram uma injeção de rejuvenescimento para a espanhola Loewe.

Maison Margiela - Foto: Divulgação

Maison Margiela – Foto: Divulgação

Para segurar além das alças, Chanel, Maison Margiela e Valentino exibiram seus modelos carregados como se fossem clutches. Já as shopping bags surgiram elegantérrimas nas coleções da Gucci e Christian Dior, enquanto a Fendi entrou para o jogo do streetwear, graças à parceria com a Fila, e desenhou um novo logo com a fonte da marca esportiva.

Valentino - Foto: Divulgação

Valentino – Foto: Divulgação

Na Balenciaga, Gvasalia permanece apertando o zoom nas suas criações e dá um tom anos 1990 à bolsa de viagem com seu nome em 3D. Uma prova de um ciclo forte – e da possibilidade de ir à academia com uma it-bag dessas.

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