Marta Suplicy em discurso na Abit -  Agência Brasil/ Marcelo Camargo
Marta Suplicy em discurso na Abit – Agência Brasil/ Marcelo Camargo

Em evento organizado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) na manhã desta segunda-feira (02.09), a ministra da Cultura Marta Suplicy voltou a defender a captação de recursos pelos profissionais da moda, beneficio este que tem levantando discussões calorosas entre os atores da cena fashion do pais (e também de todos os envolvidos com os incentivos culturais do país).

“Não há protegidos”, defende Marta em resposta àqueles que criticaram a captação, via Lei Rouanet,  de R$ 2,8 milhões, por Pedro Lourenço, e de R$ 2,6 milhões, por Alexandre Herchcovitch. “O que importa é o interesse brasileiro de impulsionar a moda e torná-la o nosso brand mais conhecido”, completou, garantindo que estilistas menores, ainda sem visibilidade internacional, também podem ser beneficiados. Para a ministra, o importante é garantir que qualquer projeto favorecido pela a lei se encaixe dentro dos quatro eixos instituídos pelo ministério: internacionalização, simbolismo brasileiro, preservação de acervos e formação de profissionais da moda.

Da esquerda para a direita, looks do inverno 2014 de Alexandre Herchcovitch e Pedro Lourenço - Foto: divulgação
Da esquerda para a direita, looks do inverno 2014 de Alexandre Herchcovitch e Pedro Lourenço – Foto: divulgação

Ainda respondendo as críticas que ressaltam o caráter exclusivista dos desfiles como uma barreira a real divulgação do moda enquanto cultura, Marta foi clara. “Se este pensamento norteasse o SPFW, por exemplo, não haveria o evento. Em termos de massa o público de lá é zero, assim como em Paris, mas o que importa é que a mídia está lá e é isso o que garante a projeção”.