Fotos: reprodução
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Por Patricia Carta, de Paris

Cabelo rastafári, anklet boots e as botas flats de cavalaria justas e longas, como meias 7/8, ajudam a heroína multicultural da Alexander McQueen a pôr os pés no chão, já que aqui fantasia é o que não falta. Looks em preto e branco só cedem lugar a um único vestido longo azul noite e a poucos looks metálicos.

A silhueta predominante é a gode soleil, acima dos joelhos como se usou nos idos 60. Mas as referências são muitas e esse é só um dos ingredientes que se dilui no resultado inédito. A cintura é alta, as mangas megabufantes, os tecidos ultratrabalhados. Babados, bordados, franjados, plumas, peles.

Mais singelo, mas não menos espetacular do que o vestido de laise com cinto largo de couro preto, que fazia lembrar uma cortesã transportada pelo styling para os dias de hoje. Outros elementos femininos como corpetes também trotavam pela passarela equestre. O ar glacial foi dado pelos casacos de longos pelos pretos e brancos, “casacos-cachorro” e outros ainda mais nobres e claros com imensos cagules que mais pareciam “casacos-iglu”.

Dramaticidade e precisão, requintes que pareciam mesmo de outra galáxia. Não à toa a música de Björk deu o tom final.

Clique em nossa galeria para ver looks selecionados da grife, em desfile realizado nesta terça-feira (05.03), na semana de moda de Paris: