Por Sylvain Justum

A Água de Coco foi à Turquia para criar um verão que se equilibra entre Ocidente e Oriente, baseado em cores quentes e estampas digitais – obtidas a partir dos cliques de Edu Rezende -, e no qual predominam as texturas de aspecto handmade.

De fato, são preciosos os tressês e os relevos drapeados, assim como o efeito cestaria, que compõe belo repertório ao qual se juntam as peças tricotadas em lurex dourado.

Saem desta família os melhores maiôs e biquínis da coleção, que privilegiam o rústico em detrimento do tecnológico.

Os shapes pendem para a geometria, algumas impossíveis de serem adaptadas para a areia real, mas com eventuais bons resultados, como no belo maiô marrom estampado e arrematado com fios dourados de Emanuela de Paula, no último bloco.

Calcinhas, largas, em modelagem hot pants, até. Os arabescos, que pintam como tendência da estação, estão lá, mas inteligentemente desenhados a laser no maiô e vestido vazados.

Ponto para Tininha da Fonte e sua equipe. Igualmente esperto é o patchwork de prints de mármore das mesquitas que, em azul, lembra muito uma colagem de diferentes tons de jeans. Temperos turcos e o céu da Capadócia ajudam a colorir o restante da coleção, em caftãs esvoaçantes, longas saias e camisetas curtas, combinadas com as tangas – outra tendência, anote.

O melhor look: o maiô total gold, com bolsa combinando e tudo, tricotado em fios de lurex

O acessório: A sandália altíssima de salto de acrílico prolongou a riqueza visual do desfile ao combinar com as cores da coleção.